Poke por Beno Filho

Poke
Nascida na Rua Herculano José dos Santos
Jardim Anhanguera (Morro Doce), em 08/04/2017
Km 24 da Rodovia Anhanguera (Passando o Rodoanel)

Beno Filho

Antonio Beno Bassetti Filho começou a pintar em 1973, época em que pintou dezenas de quadros à óleo, sempre gostou muito de pintar cavalos. Muitas dessas obras estão hoje em casa de amigos e familiares. Depois que se formou em direito acabou deixando a pintura de lado por conta da atividade profissional por alguns anos, mas sempre manteve contato com a sua arte. Em 2008 retomou sua atividade artística, criando novas obras em pintura à óleo. Começou então a estudar e desenvolver novas técnicas de nanquim, pastel, e lápis. Em 2018 decidiu focar ainda mais em pontilhismo, luz e sombra (lápis), passou a usar o nome Beno Filho e tem se dedicado à esse estilo desde então. Hoje vende suas obras online por encomendas e vendas direta, e continua aprimorando sua técnica e criando novas obras com o tema de animais e pessoas.

Advogado / Artista Plástico / Espiritualista

Contatos:
www.instagram.com/benofilho
WhatsApp: (11) 9 4332-5619

Nós somos vida das gentes

Sempre é morto quem do arado
há-de viver.

Nós somos vida das gentes,
e morte de nossas vidas;
a tiranos pacientes
que a unhas e a dentes
nos têm as almas roídas.
Pera que é parouvelar?
Que queira ser pecador
o lavrador,
não tem tempo nem lugar
nem somente d’alimpar
as gotas do seu suor.

N’ergueija bradam co’ele,
porque assoviou a um cão;
e logo excomunhão na pele,
o fidalgo, maçar nele,
atá o mais triste rascão.
Se não levam torta a mão,
não lhe acham nenhum dereito.
Muito atribulados são!
Cada um pela o vilão
per seu jeito.

Trago a prepósito isto,
perque veio a bem de fala.
Manifesto está e visto
que o bento Jesu Cristo
deve ser homem de gala.
E é rezão que nos valha
neste serão glorioso,
que é gram refúgio sem falha.
Isto me faz forçoso,
e não estou temeroso
nemigalha.

(excerto)

Gil Vicente (Guimarães, Portugal, 1465 – Évora, Portugal, 1536, possivelmente)

Esmeralda

Esmeralda é a pele da ilha…
Verde desde o basalto
este é o petróleo vegetal
que segura o vento
e se aquece nas raízes.

Por aqui passaram os vulcões
no seu tempo calmo de ter tempo.
Verdes são as mãos da ilha:
tapete de pão
esta terra boa para os dentes
para os dentes se encontrarem
enquanto o pão é a enxada de anzol curvo.

O vento canta na erva
E o trigo faz caminhar os moinhos
e decepa trezentas nespereiras bravas
numa noite sem barcos no porto
e um céu de faróis apagados.
Espelho verde
O chão faz de esmeralda aérea
Poisados nos olhos!…

Karlos Faria, pseudônimo de Carlos Patrício Barata Faria (Golegã, Portugal, 2 de maio de 1929 — Cascais, Portugal, 16 de janeiro de 2010). In “Jorge (Ciclo da Esmeralda)”, Deleg. da Coop. Semente em Lisboa, 1979

Cantiga

Nas ondas da praia
Nas ondas do mar
Quero ser feliz
Quero me afogar.

Nas ondas da praia
Quem vem me beijar?
Quero a estrela-d’alva
Rainha do mar.

Quero ser feliz
Nas ondas do mar
Quero esquecer tudo
Quero descansar.

Manuel Bandeira (Recife, Pernambuco, 19 de abril de 1886 — Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968). In “Estrela da manhã”

Tirado de momentos postais

Me imagino descrevendo, como os antigos cancioneiros e poetas,
Momentos que retratei um dia analisando sonhos, sentimentos e emoções
Que de onírico viraram desenhos que já nasceram mortos
Assim penso que também hão de haver crianças
Anjos embebidos por um emaranhado de cores e luzes
Nessa difícil tarefa de retratar sonhos passados onde,
Num deles, cheio de bexigas coloridas e homenzinhos
Sendo transportados em seu interior,
Que depois, com os balões deformados e murchos
Com os homenzinhos caindo em um fundo próximo do verde musgo
Terminam com os pequenos personagens caídos em um terreno
Que futuramente os sugará para dentro, como uma areia movediça
Em direção a túneis e cavernas labirínticas

Rodrigo Pecci: Trabalhos novos

Rodrigo Pecci
Pintor e gravador – Porto Alegre/RS, 1976.
Tendo as ruas, becos, prédios, portos, trens e o céu, por vezes cinza, da paisagem urbana como sua principal temática, Rodrigo percebe nos lugares esquecidos, nas pessoas invisíveis, nas relações contraditórias e nos conflitos do cotidianos os elementos constituintes de sua poética e pesquisa estética. Em sua trajetória, já atuou como técnico, impressor e professor de gravura em metal para a Fundação Iberê Camargo e para o Museu do Trabalho em Porto Alegre, prestigiadas instituições culturais, onde teve a oportunidade de trabalhar com renomados artistas, tal como Maria Tomazelli, Carlos Vergara, Daniel Senise, Carmela Gross e Nelson Felix. Recebeu, em 2009, o Prêmio Açorianos de Artes Plásticas na categoria “Destaque em Gravura”. Desde 2011, reside em São Paulo, onde realizou diversas exposições e ministrou cursos e oficinas de gravura para diversas Instituições, entre elas o Instituto Tomie Ohtake e a Oficina Cultural Oswald de Andrade. Atualmente, trabalha em seu atelier particular (Atelier Trabalhoso) e ministra cursos e oficinas de gravura no Estúdio Lâmina.

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