El hacedor / O fazedor
Ajedrez
También el jugador es prisionero
(la sentencia es de Omar) de otro tablero
de negras noches y de blancos días.
Dios mueve al jugador, y éste, la pieza.
¿Qué Dios detrás de Dios la trama empieza
de polvo y tiempo y sueño y agonía?
Nessas estrofes Borges usa seus versos para levantar questões filosóficas e apresentar ao leitor sua particular concepção de mundo.
Jorge Luis Borges (Buenos Aires, Argentina, 24 de agosto de 1899 — Genebra, Suíça, 14 de junho de 1986). Es un libro de poemas y textos en prosa escrito por el autor argentino Jorge Luis Borges y publicado en el año 1960 y combina poemas breves y relatos cortos en prosa. Está dedicado a Leopoldo Lugones, una figura clave de la literatura argentina y explora la memoria, el tiempo, los sueños, los espejos y la identidad. En ”El hacedor” confluyen las simbologías de Oriente y Occidente, el cosmos y las cosmogonías, los siglos, las dinastías, lo universal y lo profundamente local: Heráclito, Homero, Dante con Rosas, Facundo y Juan Muraña. Tal diversidad de temasse corresponde con una multiplicidad de géneros. Así, los relatos, poemas y ensayos de estas páginas terminan configurando uno de los libros más personales del autor; una miscelánea que da cuenta de las preocupaciones que recorren toda la obra borgeana
O livro “El hacedor”, 1960 (“O fazedor”, na tradução brasileira), traz em si vários elementos que o qualificam como excelente porta de entrada ao denso (e, por que não, algo mitificado) universo literário de seu autor, Jorge Luis Borges. Aparentemente, trata-se de um livro banal, uma miscelânea de contos curtos e de poemas metrificados. Entretanto, nada mais enganoso que deixar-se levar pelas aparências e pela indicação da contracapa. Em primeiro lugar, porque este livro tem o mérito de romper com o hiato lírico na obra de Borges, autor que nos anos 40 e 50 brindou aos leitores apenas livros de ensaios e contos, embora entre estes encontrem-se maravilhas do quilate de “Ficções” (1944) e “O Aleph” (1949). Ainda com respeito aos poemas, é bom notar que eles são compostos por versos metrificados, os quais são adotados tanto pelo esgotamento da estética ultraísta(*) quanto pela suposta facilidade de seu manejo por um homem que a essa altura já estava de todo cego.
Minha tribo
Aparências
De Chirico pinta a ausência
com minúcia na sua representação
um trem percorre a tela
e sua fumaça é luto no espaço
a arquitetura é pura geometria
mas a torre é uma torre
e seu volume avulta-se
sobre a praça
o mundo é um plano de fuga
e na planura habitam vazios
nos horizontes e nas perspectivas
reina solidão
tudo na tela é enigma
mistério que desmancha o real
tudo existe
e tudo não existe
o trem em movimento
move-se
como um relógio parado
porque o tempo e o movimento são vertigens
De Chirico pinta a memória
e sua cartografia
estabelece o contorno insular
das coisas e dos seres
tudo é ancestral
diante da fragilidade da existência
assim o remoto se faz presente
no espelho que reflete a eternidade
Fabio Magalhães (São Paulo, 5 de novembro de 1942) – Fábio Luiz Pereira de Magalhães é museólogo, crítico de arte e curador. Estudou história da arte no Masp e na FAAP. Frequentou também o Instituto de Arte e Arqueologia em Paris. Foi diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e ex-curador chefe do Masp, secretário da Cultura do Município de São Paulo, presidente da Embrafilme, presidente da Fundação Memorial da América Latina e curador de Bienais de Artes Visuais do Mercosul em Porto Alegre
Será
O medo 2
Não pode ser dominado
Medo é a nossa mente concreta (No
seu embate com o personal)
Inconsciente:
(armazena o medo)?
Folhuda chapada
Marc Chagall
Voa um sonho e povoa o ar
a noiva viaja nas asas
de um galo vermelho
e ganha um beijo no céu
o bode flutua enquanto
um rabino atravessa a rua
bem perto há uma mulher nua
o dia evapora-se ao som do violino
Chagall pinta sua aldeia de memória
e revela a intimidade corriqueira
bom rabino e velho bode
a vida é refletida no espelho
ele sabe – tudo é desejo
as flores são sempre sensuais
as flores abrigam casais
na pintura tudo pode
Fabio Magalhães (São Paulo, 5 de novembro de 1942) – Fábio Luiz Pereira de Magalhães é museólogo, crítico de arte e curador. Estudou história da arte no Masp e na FAAP. Frequentou também o Instituto de Arte e Arqueologia em Paris. Foi diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e ex-curador chefe do Masp, secretário da Cultura do Município de São Paulo, presidente da Embrafilme, presidente da Fundação Memorial da América Latina e curador de Bienais de Artes Visuais do Mercosul em Porto Alegre
Hebert Teodoro Silva: Em viagem pelo sertão, roceiro…
Conhecido por Beto ou Mineiro, Hebert é um talentoso e sensível fotógrafo paulistano, residindo atualmente em Maceió, AL, e diz: “Viciado no clique mágico de uma foto! Nascido mineiro de BH, Brasil.”
Fotos: “Y si esto fuera poco” (Citando o músico e poeta cubano Silvio Rodriguez), “Na lida…” e “Do fundo do meu coração (em referência à Emicida, rapper)”
Contatos:
www.instagram.com/hebertteodorosilva
WhatsApp: (11) 9 9166-6451