Dentes ao sol

Passei a tarde – dentes ao sol – boquiaberto pensando na tua figura. Nos beijos dados e nos que ficaram por dar. Na tua magnitude, no balanço do teu corpo. Nos teus olhos ofuscando os meus, no brilho da pouca luz da fogueira.
Teu olhar vagava ao longe, neutro, enquanto admirava teu rosto penumbrado sob a lua cheia. Tua boca – sorriso aberto. Ainda posso sentir o sal poroso da tua gengiva.
Teu sentimento vagueia em pulsações ultracolores (entre fazer e não fazer o cabido).
Articula as palavras que vão acumulando-se no lenço que balança, com liberdades mil – de tua simpatia. Absorve vacâncias que se articulam em palavras que vão amalgamando ao xale tremulante (representante de tua liberdade conquistada) juntando movimento de corpo, gestos posições fixadas ao acaso estáticas que lhe dão enorme simpatia ao expressar-se.
Lábios que eu quero beijar de ângulos que não existem – de dentro para fora, transmitindo a minha inquietação em tê-la suave no passar dos dedos devagar para sentir a tua forma escultural.
Teu rosto é a maior expressão do cubismo picassiano para meu olhar de admirador deste grande mestre. Olhado sobre raios de luz refletidos mostra vários planos que se sedimentam de uma forma bem simples e de pictoria equilibrada, chamando o olhar de lado, vejo pedaços de todo teu rosto dando amplidão a tua existência. Você não é uma figura.
Roubo-lhe beijos ao olhar para teus lábios, pois sei que são dádivas dos deuses, ares, cores… que te habitam. Que são extremamente circunspectos por uma camada de mel e de um álcool de pêra que faz me degustar demoradamente tua boca.
Dou uma forte tragada no aroma, aroma, de teus cabelos, curto um barato e solto uma baforada de calor nos teus ouvidos. Teu “sussurro” (resmungo) é fumaça que se perde lentamente subindo para o ar.
Janto um detalhe de teu pescoço que serve de pratos variados: espaguete de cabelos.
Danço contigo um tango um som imaginário que se concretiza no ato de fazê-lo.
E espero pela próxima música…

Abertura da exposição “A arte do povo brasileiro”

Fotos da abertura da exposição “A arte do povo brasileiro” promovida pela Pé Palito Antiquário & Arte e pela Galeria Pontes com a curadoria de Bené Fonteles e de Edna Matosinho de Pontes. Ela se deu ontem, 18 de setembro, quarta-feira, às 19 horas. Foi bastante concorrida e a exposição vai até o final do ano, com mais de 150 obras, de 67 artistas diferentes, expostas.

Local: Pé Palito Antiquário & Arte
SHIN CA 4 – Shopping Iguatemi, Loja 143 – Lago Norte
Brasília – DF
CEP: 71503-504
Entrada franca

Fotos de Rafael Rodrigues Pinheiro

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Felicidade estampada

Daqueles abraços tão amigos
Que sempre você me dá
Eu queriria nunca deixar de tê-los
Por tudo aquilo que você me fala
Bem que eu poderia
Estar por mais tempo com você

Pois eu sempre imagino
Que estando próximo a você
Surgirá uma poesia:
A felicidade estampada que você me dá
E que ilumina todo o meu coração

Bem que eu poderia
Nem que fosse por um instante a mais
Eternizar aquele momento que
Demora tanto em acontecer
E abrir em minha alma o pensamento de você

Higienópolis, 24/08/2005

Eu hoje

Tenho muito o que fazer
E no entanto duas mãos
Como se tudo o que iniciasse
Fosse baseado em dialética.

Coisas certas tem
Agir com ânsia de vômito
Só me retrai, por ser insuficiente
Isso não é poesia – é desabafo!

Hoje eu não sou poeta
Pois o emprego me espera
Foi baseado em dialética
Como se tudo iniciasse.

Fazer o que muito tenho
Mãos duas entanto no e
Iniciasse o que tudo se como
Foi baseado em acitélaid.

Valdir Ricardo e filha Ranikelly Vivian (A da filha é a negra): Cáceres – MT

Valdir Ricardo Francisco é nascido em 1979 em São José dos Quatro Marcos – MT. Mudou-se para Cáceres – MT no ano de 1988, quando foi morar em um orfanato de menores carentes, onde com 14 anos de idade surgiu o interesse por desenho e pelas artes plásticas. Era autodidata mais cursou faculdade de artes visuais, é casado e tem duas filhas.

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