Fotos de Fernanda Fonseca, psicanalista e admiradora da natureza.
Contato:
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Em comemoração aos 2 anos da publicação do livro “Cartas da alteridade” selecionamos um novo poema em versão bilíngue para brindar essa data. Leiam:
Vermelho Campari
uma tarde de domingo, tantos anos e ainda agora
cigarros acesos, cinzeiros cheios, fazia sol lá fora
assim, bem triviais, ríamos tal qual deuses imortais
Campari com limão e o gelo resta inteiro no copo
o mar que se vê pela janela traz as mesmas ondas
o termômetro na calçada ainda marca os 37 graus
o vermelho do copo ilumina este tempo indiferente
assim será no ontem e neste silêncio aqui presente
Rojo Campari
una tarde de domingo, tantos años y aún ahora
cigarrillos prendidos, ceniceros llenos, afuera hacia sol
así, bien triviales, nos reíamos tal cual dioses inmortales
Campari con limón, el hielo sigue entero en el vaso
el mar que se ve por la ventana repite las mismas olas
el termômetro en la vereda aún marca 37 grados
el rojo del vaso ilumina al tiempo rojo indiferente
asi será en el ayer y en este silencio aqui presente
“Cartas da Alteridade” (Selo Demônio Negro, 2020), neste post com a tradução para o castelhano de Douglas Diegues.
Sobre autor
Edney Cielici Dias, poeta devotado ao ofício da palavra, é doutor em ciência política, economista, jornalista e editor.
Selo Demônio Negro
R$ 42,90
Frete grátis para todo o Brasil
www.facebook.com/cartasdaalteridade
“Mano Poderosa”, 2022, 35 x 27 cm, óleo sobre linho e “Mangueira”, 2021, 35 x 27 cm, óleo sobre linho
Alex Červený por Suely Grisanti (trecho)
“O apuro técnico é um denominador comum na obra de Alex Červený. Ele não se prende a uma única técnica ou material: desenhos, esculturas, pinturas, bordados, colagens, cerâmicas, fotografias e gravuras, estão presentes em sua obra.
Como tema, utiliza-se de referências históricas, “algumas delas biográficas, como as figuras retorcidas e elásticas – lembranças de sua vivência de artista circense; outras literárias, e outras, ainda, dos meios de comunicação em massa, criando uma intrigada alegoria” (Bienal Naïfs, 2010).
Valoriza o processo de trabalho e o diálogo entre suas obras. Como resumiu o artista, “Eu me sinto mais um escritor que escreve imagens, me sinto mais um cronista que um artista. A tradição que me agrada na arte é essa de contar histórias, como retábulos, como os muros assírios que contam histórias de batalhas…”
Alexandro Júlio de Oliveira Cerveny nasceu em São Paulo em 1963. Seus pais, um arquiteto e uma professora especializada em ensino para cegos, foram os primeiros responsáveis por seu interesse pelas artes. O pai, apresentando e fornecendo a ele os vários materiais disponíveis para se expressar através do desenho e a mãe lhe ensinando que as pessoas poderiam ter diferentes formas de olhar e observar o mundo ao seu redor – as distintas formas de visão.
Iniciou seus estudos em uma escola de método experimental (Grupo Escolar e Ginásio Experimental Dr. Edmundo de Carvalho), na Lapa, que se destacava no meio pedagógico, graças à atuação de educadores e pesquisadores como Terezinha Fran, Diva F. Sgueglia, Ana Maria Popovic entre outros. A escola desde cedo lhe proporcionou uma abertura para novas ideias e para as artes.
Formação Artística
Nos anos 1970, conheceu Valdir Sarubbi, na ocasião seu professor de teatro no grupo Experimental. Como educador, Sarubbi incentivava seus alunos a desfrutarem da biblioteca e da discoteca que mantinha em seu ateliê, para desenvolverem o gosto pela literatura e música.
Com ele aprendeu que a arte – o desenho, a escultura, o teatro – deve expressar a percepção interior de cada um. Dizia ele que “o importante não é o engajamento do artista dentro da tendência ou movimentos específicos, mas uma visão aberta de quem olha a obra de arte para apreciá-la naquilo que ela apresenta de sensível, seja sobre que forma for” (Bittar, 2002). Essa ideia foi marcante para a formação de Alex Červený.”
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Aline Carla Kawano
Nascida em 1987 na cidade de São Paulo, sendo criada a maior parte da vida em Goiás, desde criança foi incentivada pela mãe a desenhar, logo tomou gosto também pela costura passando a desenhar roupas e copiar modelos das revistas, um hábito que a acompanhou até a adolescência criando modelos de vestidos para as amigas usarem em eventos e passou a pintar telas. A carreira na área administrativa limitou as atividades artísticas em costuras e criação de roupas em crochê, só sendo retomado o gosto pelo desenho após a mudança para o estado do Paraná onde contato com a natureza fez voltar a tona o desejo de se expressar através do desenho.
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