Autor: ematosinho
Teleco-Teco
Teleco-Teco
Sempre que ela passa
Num passinho ligeiro, teleco-teco
Lá vai ela no passinho ligeiro
Todo mundo diz teleco-teco
Meu Deus, quanta graça!
Mas logo, alguém diz teleco-teco
Que carinha fechada
Que não dá uma bola
Não ri pra piada
Não quer mesmo nada
Sempre que ela passa
Mas eu sei porque, teleco-teco
Ela só anda assim, teleco-teco
Num passinho brejeiro, tiquinho, trançado
É porque ela sabe que a conversa não dá resultado
De modo que guarda, muito bem guardado
Aquele teleco-teco todinho pra mim
Porque ela guarda aquele teleco-teco todinho pra mim
Vinicius de Moraes (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913 – 9 de julho de 1980). Samba interpretado por João Nogueira (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1941 — 5 de junho de 2000)
Criançada
Pingou
Amedeo Modigliani, 6 pensamentos seus…
Quando conhecer sua alma, pintarei seus olhos.
Seu dever na vida é salvar seu sonho.
Com um olho procure o mundo exterior, enquanto com o outro olhe para dentro de si mesmo.
O que estou buscando não é o real nem o irreal, e sim o inconsciente, o mistério do instintivo na raça humana.
A função da arte é lutar contra a obrigação.
A felicidade é um anjo de rosto grave.
Amedeo Modigliani (Livorno, Itália, 12 de julho de 1884 – Paris, França, 24 de janeiro de 1920) foi um pintor e escultor italiano ligado à Escola de Paris. Algumas de suas pinturas são “A mulher judia” (1908), “O violoncelista” (1909) e “O menino campesino” (1918)
Cintia: “2 poesias do bardo Manuel, com sua linda letra…”
Responde Cintia à minha mensagem de 16 de junho desse ano, dia do aniversário dela:…
“Nossa, Edu!
Obrigada pelo carinho.
Você tem celebrado meu aniversário sem falhas há quase 40 anos.
Muito obrigada.
Valeu pela surpresa dos poemas.”
Manuel Bandeira (Recife, Pernambuco, 19 de abril de 1886 — Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968)
Cintia Alves (@cintiaalvesdramaturga) – Nascida em 1972, doutora e mestra em artes cênicas, dramaturga, roteirista, diretora teatral e pesquisadora de acessibilidade estética.
youtube.com/@VozesDiversas
Vai Coringa
Vai dar namoro
Do jeito que você me olha
Vai dar namoro!
Do jeito que você me olha
Vai dar namoro!
Do jeito que você me olha
Vai dar namoro!
Do jeito que você me olha
Vai dar namoro!
Vai dar namoro
Pousou um avião
No meu aeroporto
É como embarcação
Que chegou no meu porto
Distribuindo charme
E muita sedução
Tem jeito não
Tô gamadão
Que Deus me ajude
Ela é mais que linda
Tá me dando bola
Tá parecendo grude
Tá na minha cola
Tá bombeando amor
Esse meu coração
É, vai dar praia e namoro
Já deu muito carinho
Joia rara, tesouro
Já não estou sozinho
Já tenho a chave
Do seu coração
É, já pôs fogo em mim
Me deixa de perna bamba
É de arrancar suspiro
Nosso namoro deu samba
Já é a dona
Da minha paixão
Chico Amado (Pirajuí, São Paulo, 9 de dezembro de 1959) / Dedé Badaró (Candiba, que na época era pertencente a Guanambi, Bahia, 31 de maio de 1953). Interpretada por Bruno (Goiânia, Goiás, 22 de abril de 1969) & Marrone (Buriti Alegre, Goiás, 9 de novembro de 1965) e lançada no álbum “Acústico” de 2003
Relance
Decifrando o escrito: “Grêmio”
Brasil africano: orixás, sacerdotes, seguidores
Este livro de Reginaldo Prandi, publicado em 2025 pela Pallas Editora, e escrito por este meu professor do curso de Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), onde ingressei em 1985, conquistou ontem o 1º lugar no Prêmio Jabuti Acadêmico na categoria Ciências da Religião e Teologia. Esse importante prêmio fundamenta-se na crucial importância dessa produção para o progresso cultural e científico de uma nação. As obras originadas desses campos desempenham um papel fundamental no avanço do conhecimento, no aprimoramento das práticas profissionais e no estímulo à inovação.
Ele é uma coletânea de artigos de periódicos, capítulos, ensaios, estudos de campo e trechos de livros publicados publicados pelo autor que em cerca de 408 páginas montam um panorama das mudanças sociais e religiosas ao longo de meio século de pesquisas sociológicas e antropológicas que a partir de pesquisa centrada no candomblé, mas também na umbanda e demais religiões afro-brasileiras e indígenas. É sobre o Brasil africano, que tem história, sabedoria e resistência na luta contra o preconceito e a intolerância religiosa e mostram as mudanças sociais, dinâmicas de poder, ritos e resistências dessas tradições em nosso vasto pais.
Reginaldo Prandi (Potirendaba, São Paulo, 14 de maio de 1946) é um dos maiores especialistas do país em cultura e religiões de matriz africana. Ele é sociólogo, professor e escritor brasileiro e nasceu no interior de São Paulo numa família de origem hispano-italiana. Em dezembro de 2025, Prandi doou sua biblioteca particular de estudos afro-brasileiros e africanos — a maior coleção privada da área no país, com cerca de 3 mil títulos focados em religiosidades africanas, afro-brasileiras, afro-americanas e cubanas — ao Museu do Ipiranga. Este acervo foi nomeado “Coleção Afro-Brasileira Reginaldo Prandi”, localiza-se na Biblioteca do Museu Paulista da USP (Museu do Ipiranga) e foi totalmente catalogado e já está disponível para consulta pública e acadêmica