Helena Pennella Rocha de Oliveira

Escreve sua mãe, Isabella Pennella: “Essa daqui é o autorretrato dela”…

Com apenas 12 anos de idade e cursando o 7º ano, a Helena tem um talento muito especial para transformar papel em branco em mundos cheios de vida. Fascinada pelo universo dos desenhos e das animações, ela usa este espaço como uma janela para compartilhar suas criações, seus estudos diários e a sua evolução constante como jovem artista.

A criatividade que vai para o papel tem uma grande fonte de combustível: Helena é uma leitora voraz. Ela é apaixonada por livros e adora colecionar e ler revistas em quadrinhos, que servem como sua maior inspiração para imaginar novos personagens, ângulos e narrativas visuais.

Mas quem pensa que ela passa o dia todo apenas na mesa de desenho ou mergulhada nas leituras está enganado! Fora do mundo das artes e das páginas, a Helena é puro movimento e adrenalina. Ela é uma aventureira que ama a velocidade de andar de skate e a diversão clássica de descer ladeiras com seu carrinho de rolimã. Essa mesma energia e dinamicidade que ela tem nas ruas estão sempre presentes nas cores e nos traços de suas ilustrações.

Grândola, Vila Morena

Grândola, Vila Morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, Vila Morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, Vila Morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, Vila Morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola, a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

José Afonso (Aveiro, Portugal, 2 de agosto de 1929 – Setúbal, Portugal, 23 de fevereiro de 1987) também conhecido pelo diminutivo familiar de Zeca Afonso, apesar de nunca ter utilizado este nome artístico. Trata-se de uma música de fraternidade, igualdade e companheirismo que foi transmitida pela Rádio Renascença em 1974 quando as massas dirigidas por militares insurretos se levantaram para por abaixo o odiado regime ditatorial de Salazar, marcando o início da revolução que ficou conhecida como a Revolução dos Cravos. Ouvida no CD “Cantigas de maio”, Lisboa, Portugal: Movieplay Portuguesa, 1987, e gravado no Strawberry Studio, Herouville, França, de 11 de outubro a 4 de novembro de 1971

Tradição (Vai no Bixiga pra ver)

Quem nunca viu o samba amanhecer
Vai no Bixiga pra ver
Vai no Bixiga pra ver

O samba não levanta mais poeira
Asfalto hoje cobriu o nosso chão
Lembranças eu tenho da Saracura
Saudades tenho do nosso cordão
Bixiga hoje é só aranha-céu
E não se vê mais a luz da Lua
Mas o Vai-Vai
Está firme no pedaço
É tradição e o samba continua

Geraldo Filme (São João da Boa Vista, São Paulo, 25 de agosto de 1927 — São Paulo, 5 de janeiro de 1995) foi um compositor, cantor e militante negro brasileiro. Também foi conhecido como “Seu Geraldo”, “Geraldão da Barra Funda”, “Tio Gê”, “Corvão”, e na infância de “Negrinho das Marmitas”

A tonga da mironga do kabuletê

Um, dois
Um, dois, três
Eh, pibe, Toquinho (diga, Vina)
Vamos hacer esta canción que hicimos
A tonga da mironga do kabuletê
¿Se puede? (Sí, yo creo que sí)
Es decir, porque parece que es una expresión
Que no quiere decir nada de bueno, ¿no?
Sí, yo creo que es una mala palabra, ¿no?
Tú conoces la historia, ¿no? (Mas o menos)
En África, cuando un africano dice eso a otro
Parece que las tribus entran en guerras terribles, ¿no?
Y que se comen el hígado uno al otro, ¿no?
No sabía (Sí)
E como que se sabe que la última palabra
Esta palabra, Kabuletê, de la expresión
Parece que tiene algo a ver con la madre de uno, ¿no?
No sabía, no, vamos a cantarla
Vamos, vamos a cantarla
Eu caio de bossa (eu sou)
Eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa, ê
Xingando em nagô
(Vai você, Vininha)
Você que ouve e não fala
Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala
Você vai ter que aprender
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
Eu caio de bossa (eu sou)
Eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa, ê
Xingando em nagô
Você que lê e não sabe
Você que reza e não crê (vai, Toquinho)
Você que entra e não cabe
Você vai ter que viver
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
Você que fuma e não traga
E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga
Eu vou é mandar você
Pra tonga da mironga do kabuletê (pra onde?)
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê (sabe onde é)
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê

Toquinho, nome artístico de Antonio Pecci Filho (São Paulo, 6 de julho de 1946) / Vinicius de Moraes (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913 – Rio de Janeiro, 9 de julho de 1980). Essa canção foi lançada em 1971 pela dupla e surgiu como um protesto sutil contra a ditadura militar no Brasil. A dupla usou termos de origem africana para xingar os governantes sem que os censores percebessem. O Brasil vivia anos de forte censura e repressão política. Os artistas não podiam criticar o governo abertamente. Vinícius aprendeu termos em língua nagô com sua esposa na época, Gessy Gesse. A frase funcionava como uma ofensa aos militares (“mandar os homens de verde-oliva tomar naquele lugar”), mas passava pela censura por parecer um som sem sentido ou místico.”Tonga” pode significar terra, lavoura ou força, “mironga” significa segredo ou feitiço e “kabuletê” refere-se a um sujeito ruim ou desprezível

No Peru, dizendo: “Gratidão imensa!!”

Fernanda andando pelo Peru em redutos como Arequipa em Lima, Cordilheira dos Andes, Bosque de Eucaliptos em Cusco; e pelo mundo… E poe-amando:

A praça!
Lugar tão democrático
Nela todos cabem,
Os que querem vender
Os que querem comprar
Os encantados
Os apressados, os que vão devagar
A música
As cores
As expressões mais espontâneas
As vidas, tão diferentes!
A praça hospeda a diversidade!
Acolhe cada um, exatamente, como se mostra!

“A vida leva e traz
A vida faz e refaz
Será que quer achar
Sua expressão mais simples”

Poema e fotos de Fernanda Fonseca, psicanalista, produtora de azeite em Gonçalves – MG e admiradora da natureza.

Contato:
www.instagram.com/feferfonseca