Autor: ematosinho
O pensar de Gabriel García Márquez em cinco frases
“Era ainda jovem demais para saber que a memória do coração elimina as más lembranças e enaltece as boas e que graças a este artifício conseguimos suportar o passado.” In “O amor nos tempos de cólera”
“O que você viveu ninguém rouba.” In “Memórias de minhas putas tristes”
“O que acontece é que não aguentamos o peso da consciência.” In “Cem anos de solidão”
“Não é verdade que as pessoas param de perseguir os sonhos porque envelhecem, elas envelhecem porque pararam de perseguir os sonhos.”
“Lembre-se, é fácil esquecer para quem tem memória… Difícil esquecer para quem tem coração…”
Gabriel García Márquez (Aracataca, Colômbia, 6 de março de 1927 — Cidade do México, 17 de abril de 2014)
Ana bailarina
Trabalho com o visto do Profº. Francisco Claudio Granja (1957 – 2020), que me deu aula de “Educação Artística” no EEPG Dalton Morato Villas Bôas, da 5ª. à 7ª. série (1976-1978), Vila Odilon, Ourinhos-SP.
Na rua Aurora eu nasci
Na rua Aurora eu nasci
na aurora de minha vida
E numa aurora cresci.
no largo do Paiçandu
Sonhei, foi luta renhida,
Fiquei pobre e me vi nu.
nesta rua Lopes Chaves
Envelheço, e envergonhado
nem sei quem foi Lopes Chaves.
Mamãe! me dá essa lua,
Ser esquecido e ignorado
Como esses nomes da rua.
Mário de Andrade (São Paulo, 9 de outubro de 1893 — São Paulo, 25 de fevereiro de 1945). In “Lira paulistana”, 1945
Vejam como ficou linda a praça da Vila Odilon após a reforma
Praça Ítalo Ferrari – Vila Odilon, onde localiza-se a Paróquia Santo Antônio (Diocese de Ourinhos-SP, cidade onde nasci).
Através do requerimento nº. 952/2021 de 02/06/2021 (Situação: Aprovado), de autoria do vereador ourinhense Luiz Donizetti Bengozi (Borjão), que requeriu informações sobre o projeto e o cronograma para execução de revitalização da Praça Ítalo Ferrari, na Vila Odilon, pôde-se realizar a reforma dessa arborizada praça de Ourinhos-SP.
Acima imagens recentes dela (Onde nos anos 70 fazíamos footing, circulando pela praça)…
Fotos enviadas por WhatsApp pela amiga Ana Maria Bengozi
Flores 1
Uma faca só lâmina
Assim como uma bala
enterrada no corpo,
fazendo mais espesso
um dos lados do morto;
assim como uma bala
do chumbo mais pesado,
no músculo de um homem
pesando-o mais de um lado;
qual bala que tivesse um
vivo mecanismo,
bala que possuísse
um coração ativo
igual ao de um relógio
submerso em algum corpo,
ao de um relógio vivo
e também revoltoso,
relógio que tivesse
o gume de uma faca
e toda a impiedade
de lâmina azulada;
assim como uma faca
que sem bolso ou bainha
se transformasse em parte
de vossa anatomia;
qual uma faca íntima
ou faca de uso interno,
habitando num corpo
como o próprio esqueleto
de um homem que o tivesse,
e sempre, doloroso
de homem que se ferisse
contra seus próprios ossos.
João Cabral de Melo Neto (Recife, Pernambuco, 9 de janeiro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de outubro de 1999)
Blog faz aniversário!
Nessa quinta-feira, 22/08/24, O blog “Redescobrindo” completa 19 anos no ar. A imagem acima mostra todos os seus banners usados na fase mais recente, quando foi reestruturado em 24 de maio de 2019. A primeira versão do blog, que ficou no ar até 23 de maio de 2019, beirou os 30 mil acessos e essa nova e modernizada versão já passou dos 855 mil, com quase 95 mil visitantes. Ele possui 119 páginas, já foram publicados 1.182 posts e aprovados 301 comentários. Ontem, dia 21/08, por coincidência, ele obteve a marca recorde de 12.556 páginas visitadas em um único dia…
Valeu pessoal pelas visitas e pelo prestígio.
Abraços e retornem mais vezes,
Eduardo Matosinho
Mulher de perfil
Talvez
Talvez não ser,
é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando
o meio dia com uma
flor azul,
sem que caminhes mais tarde
pela névoa e pelos tijolos,
sem essa luz que levas na mão
que, talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém
soube que crescia
como a origem vermelha da rosa,
sem que sejas, enfim,
sem que viesses brusca, incitante
conhecer a minha vida,
rajada de roseira,
trigo do vento,
E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos…
E por amor
Serei… Serás… Seremos…
Pablo Neruda (Parral, Chile, 12 de julho de 1904 — Santiago, Chile, 23 de setembro de 1973). In “Cem sonetos de amor”, nota: Soneto LXIX