Abraço 2

os corpos colados
braços
peito
corpo inteiro respirando junto
tudo em suspenso por segundos
seu cheiro perfumando meu mundo

Luiz Ribeiro – Jornalista graduado pela Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências pelo Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental da Unifesp. Escritor e editor, autor de livros infanto-juvenis e didáticos de educação emocional e social para ensino fundamental, ensino médio, EJA e famílias.

Renata Leal: Duas crianças brasileiras e o uirapuru verdadeiro e A cor da semente da melancia

A arte de Renata Leal tem influência dos Simbolistas e dos Naturalistas e a obra “Duas crianças brasileiras e o uirapuru verdadeiro” tem a centelha da obra literária “A Selva” de Ferreira de Castro.

Ela busca misturar elementos do pictórico com a literatura e a música brasileira e a Jandaia, que aparece na obra “A cor da semente da melancia”, é um pássaro presente no romance “Iracema” de José de Alencar.

Renata Leal é uma artista figurativa e realista. Teve sua formação pessoal e particular no atelier da artista plástica Andrea Franco (in memoriam) diariamente durante 10 anos, bem como também a renomada Escola de Arte Paulo Frade. As obras de Renata Leal enfantizam o universo das crianças, pássaros e elementos da cultura brasileira em um figurativo e realismo fantástico. Todos os detalhes como luz, olhos e pele são delicadamente trabalhados durante horas de pesquisa e pintura. No processo de elaboração da obra são usadas velaturas e aglutinantes especiais e cores desenvolvidas pela própria artista conferindo um efeito translúcido especial. Suas obras estão presentes em coleções particulares. A artista esteve em exposições nacionais e internacionais como o prestigiado 8º Salão de Arte Brasileira Liechtenstein e no MIS – Museu Imagem e Som de Campinas.

Renata Leal também é psicanalista e psicóloga.

Contato:
www.instagram.com/renataleal.art.psi

Marilena Grolli: Grafiteira e muralista

Marilena Grolli

Formada em Artes Visuais pela UFMS, ela é conhecida pelas grafitagens em muros, telas e também por usar seu talento pra dar forma a qualquer material reciclável. Já mostrou sua produção artística no Brasil e fora dele, comandou o projeto ‘Conexões Graffiti’, oferecendo oficinas e até festival de hip hop à população da periferia de Campo Grande, marcou presença no The Board Dripper, um dos festivais mais importantes do mundo, voltado à cultura das ruas e realizado em Querétaro, no México, além de ocupar a cadeira 10 da Academia de Letras e Artes de MS e ser curadora do Free Art Fest, um dos maiores festivais de arte e cultura de São Paulo.

Contatos:
www.instagram.com/marilenagrolli
marilenagrolli@gmail.com
WhatsApp: (67) 9 9200-3730

Artista indicada para o blog por Gejo, O Maldito, que comenta: “É a Marilena Grolli, a gestora de artes do Mato Grosso do Sul. Ela veio pintar no projeto Street School 2 e ainda pintou no mês de hip hop de São Paulo comigo”.

Fogo-fátuo

fogo-fátuo
deixo rasto de passado
em seu olfato

Luiz Ribeiro – Jornalista graduado pela Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências pelo Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental da Unifesp. Escritor e editor, autor de livros infanto-juvenis e didáticos de educação emocional e social para ensino fundamental, ensino médio, EJA e famílias.

Ausência

inútil tatear amenidades:
no peito este espaço vazio
de verdade

contemplar essa ausência
flutuando num mar
de amorosidade

saudade

Luiz Ribeiro – Jornalista graduado pela Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências pelo Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental da Unifesp. Escritor e editor, autor de livros infanto-juvenis e didáticos de educação emocional e social para ensino fundamental, ensino médio, EJA e famílias.

christus ist kopie

cristo é cópia. cristo acampa
fora de si para ver, vencer, e
vê, claro, a campa onde três
dias deram-lhe imortalidade,

cópia infinita, cruzes, cruzados
de cruz-credo, os seus credores,
a quem deve o dia devolvido, a
revolver a história. cristo cansa

de acontecer [transfer calichem
istum a me], cristo de pedra-sabão,
[et super hanc petram aedificabo],
amém é não mais: cristo diz não.

Dirceu Villa (São Paulo, 12 de setembro de 1975) é autor de 7 livros de poesia, MCMXCVIII (1998), Descort (2003, prêmio Nascente), Icterofagia (2008, ProAC), Transformador (antologia, 2014), speechless tribes: três séries de poemas incompreensíveis (2018), couraça (2020) e ciência nova (2022). Traduziu Um anarquista e outros contos, de Joseph Conrad (2009), Lustra, de Ezra Pound (2011), Famosa na sua cabeça, de Mairéad Byrne (2015), O chamado de Cthulhu, de H.P. Lovecraft (2020) e O Anjo Heurtebise, de Jean Cocteau (inédito). Foi convidado para os festivais de poesia de Berlim, na Alemanha (2012), Granada, na Nicarágua (2018) e Siena, na Itália (2019), além de para uma residência de tradução em Norwich e Londres (2015). Sua poesia já foi traduzida para o espanhol, o inglês, o francês, o italiano e o alemão, publicada em antologias ou revistas especializadas.