Rodrigo Pecci: Gravuras em metal

Rodrigo Pecci
Pintor e gravador – Porto Alegre/RS, 1976.
Tendo as ruas, becos, prédios, portos, trens e o céu, por vezes cinza, da paisagem urbana como sua principal temática, Rodrigo percebe nos lugares esquecidos, nas pessoas invisíveis, nas relações contraditórias e nos conflitos do cotidianos os elementos constituintes de sua poética e pesquisa estética. Em sua trajetória, já atuou como técnico, impressor e professor de gravura em metal para a Fundação Iberê Camargo e para o Museu do Trabalho em Porto Alegre, prestigiadas instituições culturais, onde teve a oportunidade de trabalhar com renomados artistas, tal como Maria Tomazelli, Carlos Vergara, Daniel Senise, Carmela Gross e Nelson Felix. Recebeu, em 2009, o Prêmio Açorianos de Artes Plásticas na categoria “Destaque em Gravura”. Desde 2011, reside em São Paulo, onde realizou diversas exposições e ministrou cursos e oficinas de gravura para diversas Instituições, entre elas o Instituto Tomie Ohtake e a Oficina Cultural Oswald de Andrade. Atualmente, trabalha em seu atelier particular (Atelier Trabalhoso) e ministra
cursos e oficinas de gravura no Estúdio Lâmina.

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Luli Hunt: Litografia “Quadrilátero” e serigrafia “Constelação”

Luli Hunt atua há mais de 20 anos no setor artístico e cultural, trabalhando com galerias de arte, atelier de artistas, equipamentos culturais (MASP, Pinacoteca, Museu Paulista, entre outros) e em projetos culturais independentes. Sua empresa (Cidadania Corporativa) atua em diversos segmentos da produção cultural, desde a formatação de projetos para as leis de incentivo fiscal, produção integral do eventos, administração financeira e prestação de contas, atendendo clientes como Grupo Brasfanta, Bombril, Instituto Tomie Otake, Instituto de Arte Contemporânea, Museu Lasar Segall, SISEM, etc. Realiza, também, estudos e planos de marketing cultural para empresas.

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Faz escuro mas eu canto

Faz escuro mas eu canto,
porque a manhã vai chegar.
Vem ver comigo, companheiro,
a cor do mundo mudar.
Vale a pena não dormir para esperar
a cor do mundo mudar.
Já é madrugada,
vem o sol, quero alegria,
que é para esquecer o que eu sofria.
Quem sofre fica acordado
defendendo o coração.
Vamos juntos, multidão,
trabalhar pela alegria,
amanhã é um novo dia.

Thiago de Mello, in “Faz escuro mas eu canto”, 1966. Esse poema foi extraído deste livro e me foi recordado pela amiga Maria Isabel Pellegrini Vergueiro por ocasião de meu aniversário deste ano.

Thiago de Mello (Barreirinha, Amazonas, 30 de março de 1926 – Manaus, Amazonas, 14 de janeiro de 2022) foi um poeta brasileiro

Helena Carvalhosa: Óleos sobre tela

A artista Helena Carvalhosa estreou como artista em 1972 com uma exposição no Museu de Artes de São Paulo, o MASP. Formou-se em artes plásticas pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado) em 1977. Trabalha com diversas linguagens, abordando desenhos, pinturas, cerâmicas, objetos e instalações. Em mais de quatro décadas de carreira, participou de inúmeras mostras individuais e coletivas, como no Sesc Pompeia, Pinacoteca do Estado de São Paulo e galeria Aliança Francesa, em São Paulo, e na galeria Arauco, em Nuremberg, Alemanha. Também foi curadora de diversas exposições e é autora de livros como “Ócio” (Terceiro Nome, 2010).

Frase destacada em seu Instagram: “A Arte é o exercício experimental da liberdade.” – Mário Pedrosa

Contatos:
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Sentimentos, aprender a com eles conviver

Trilhos de mel são pensamentos bons,
Pesadelos passados, caminhos do mal.
Vida, solo, fragmentos: maniqueísmo.
Uma pedra se firmou no centro nórdico
Daquele que só concebe o bem e o mal.
E a sobra disso tudo, dispersa por aí, vai
Seguindo sua rota, cambaleando serena,
Marcando, revertendo, virando – no seco,
Ao largo, ou meramente distante da base.
Centrada em ser o que é, um sentimento,
Sem a qual a vida que levamos é vazia,
Cai no nada, não move nem agita nunca.
Vira uma madeira dura que não se curva
E que o vento forte arrebenta numa leva.
Por isso se espelhe no passado e aprenda
Que ser solto é bom, ser leve impulsiona
E ser vivo é aprender com a vida a seguir
Entre as lacunas do bem, do mal e do certo,
No rumo dos sentimentos sempre presentes
E os quais temos que conhecer sem temer
A dor e a luta de sempre conviver com eles.