Namoro de bicicleta

Namoro de bicicleta
Ou então jogando peteca
No meio dessa fofoca
Pulando que nem pipoca
Vou fundo, no fundo
No qual, no fundo eu me afundo
Dizendo: Eu que te entendo
Em cada segundo de cada segundo
Depois eu dou um pulo de pulga
Dou, dou um pulo de piolho
Em cima da coisa mais fina
Que é você que eu escolho
E depois de pôr o amor no amor
E beijar o olho do seu olho
Ponho nós dois como feijão no arroz de molho
Ah-ah-ah, de olho no molho

Jorge Mautner (Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 1941) / Nelson Jacobina (Rio de Janeiro, 1953 — Rio de Janeiro, 31 de maio de 2012). Canção lançada no álbum “Bomba de estrelas” em 1981. A letra traz o estilo lúdico e poético característico do autor, misturando imagens cotidianas com lirismo

100 filmes imortais: Masp (24 a 31 de julho de 1981)

Ciclo II, com colaborações da Cinemateca do MAM-Rio/ CIC/ Polifilmes/ Cidef

Frente do folheto, já amarelado pelo tempo…

“A editora italiana Mondadori encomendou a 19 críticos internacionais de cinema a elaboração de uma lista atualizada dos melhores filmes de todos os tempos. Baseado nesta lista classificatória de 100 títulos, o Masp apresenta um novo ciclo dedicado aos 100 filmes imortais.”

Verso do folheto, nunca me esquecerei desses dias…

Dentre os muitos filmes destaco: “O anjo exterminador” (1962) de Luis Buñuel; “Nosferatu” (1922) de F. W. Murnau; “Deus e o diabo na terra do sol” (1964) de Glauber Rocha; “No tempo das diligências” (1939) de John Ford; e “Hiroshima meu amor” (1959) de Alain Resnais.

Il Guarany

A ópera “Il Guarany” (O Guarani), de Antônio Carlos Gomes (Campinas, São Paulo, 11 de julho de 1836 – Belém, Pará, 16 de setembro de 1896), foi composta originalmente em italiano com libreto de Antonio Scalvini (1835-1881) e Carlo D’Ormeville (1840-1924), não possuindo uma “letra de canção” popular no sentido tradicional. Sua parte mais famosa é a “Protofonia” (a abertura instrumental), frequentemente associada a versos patrióticos adaptados posteriormente, como o canto escolar “Do sol aos raios fúlgidos…”. Estreada em Milão em 1870, baseia-se na obra “O Guarani”, romance homônimo de José de Alencar (Fortaleza, Ceará, 1.º de maio de 1829 — Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 1877).
No dizer de Leonardo Marques, nascido em 1979 e formado em letras em um longo artigo publicado no site “Notas Musicais” e intitulado “Na tempestade “Guarani”, trovejou e não choveu”, ele afirma que uma das produções dela, ocorrida no Theatro Municipal de São Paulo de 12 e 14 de maio 2023, com direção musical de Roberto Minczuk e direção cênica de Cibele Forjaz (com base em concepção de Ailton Krenak), essa ópera “paira em alto grau no imaginário brasileiro: guarda certa mística, talvez pela enorme popularidade dos acordes iniciais da sua abertura, conhecida no país inteiro por meio do programa radiofônico A Voz do Brasil; talvez pela dimensão alcançada em sua estreia mundial (1870) no mítico Teatro alla Scala, de Milão, onde obteve grande sucesso. Por quaisquer que sejam os motivos, Il Guarany é um grande marco para a música brasileira.” E acrescenta que “A literatura teve um papel fundamental na elaboração e na circulação de uma mítica atrelada às origens do Brasil, nas décadas subsequentes à sua Independência, assim como a ópera italiana cooperou no esforço de unidade nacional daquele país. No Brasil, as diretrizes formuladas pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro foram seguidas com afinco pedagógico por José de Alencar na elaboração do romance indigenista O Guarani (1857).
A história se passa num rincão do Rio de Janeiro no princípio do século XVII. Seus protagonistas são Peri, um indígena do povo Goitacás (que, a propósito, não pertencia à etnia Guarani), e Cecília (ou Ceci), mocinha cândida filha de um dos próceres da nação, Dom Antônio de Mariz, fidalgo português que participara da fundação do Rio de Janeiro. Peri salva Ceci dos Aimorés e se apaixona por ela tal e qual um cavaleiro medieval. A tópica e os traços dos personagens remetem a esse modelo anterior de abnegação e entrega, que culmina, no livro de Alencar, na cristianização de Peri e na fuga de ambos, no interior de um frágil bote em meio a ondas bravias – a mítica da fundação da nacionalidade segundo Alencar constrói-se aí, entre esse indígena europeizado e a brasileirinha filha de europeus, tendo como lume o Deus do cristianismo.
Outro par romântico da história, que também coloca em movimento o ideário de nação defendido por Alencar, é a mestiça Isabel, filha bastarda de Dom Antônio, e Álvaro de Sá, antigo apaixonado de Ceci, cavaleiro e capataz do fidalgo – casal este que sucumbe tragicamente também segundo a tópica dos romances de cavalaria: ele morre em combate, o que a leva ao suicídio. Na economia da obra, esta jovem descrita como amorenada e sensual, filha de uma indígena, também não poderia restar para compor o ideário de nação almejado. Pregava-se, então, o completo apagamento do elemento negro, e mesmo o mestiço era repudiado: naquela época, vigorava um pseudo-cientificismo segundo o qual o branco ocupava o topo da escala evolutiva; o preto, a sua base; e a mestiçagem levava invariavelmente à degenerescência. Por isso Peri é um indígena com tantos traços físicos e psicológicos europeus.”
E conclui dizendo “Sucesso europeu, essa ópera de Carlos Gomes participa de uma tradição operística vicejante, que desenha os caracteres de forma tipificada – Ceci é a mocinha frágil, e Peri, o seu herói –, impregnando-lhes da substância mais fluida e profunda que existe, a música (e de sua contraparte, o canto). Nós, o público, somos levados de roldão por essa tempestade de música de moldes italianos (embora composta por um brasileiro) que dilui a personagem de Peri de forma ainda mais contundente do que fizera José de Alencar.”

Leonardo Marques é pós-graduado em língua italiana, participou de cursos particulares sobre ópera e foi colaborador do site “movimento.com” entre 2004 e 2021

Βραδιάζει (Vradiázei)

The night is falling
It s getting dark again today, the night is falling
and my time is coming
Matches like a shirt
with the longing in my heart, the night is falling

The child of the night(s) for a life time, i cant bear that in the morning
with the gentlemen in cashmeres of rigids
I only live at night together with those that I love
with the unlawfuls and wrong-doers

its getting dark again today the night is falling
and then I slowly take up (a) song
Like a mother the darkness is hugging me
at an hour like that I want to die, the night is falling

the child of the night…

Stelios Kazantzidis (Nea Ionia, Grécia, 29 de agosto de 1931 – Atenas, Grécia, 14 de setembro de 2001) foi um dos cantores gregos mais proeminentes. Suas raízes eram do Ponto e da Ásia Menor. Um dos maiores artistas da música grega, ou Laïkó, ele colaborou com muitos dos compositores mais importantes da Grécia. Ele é considerado uma lenda do laïko e rebetiko, conhecido por canções como “Vradiazei”, “Iparho” e “Den Tha Xanagapiso”, que abordam temas de melancolia, existência e amor

Nevanka Gorjanec: Associação dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP)

Nevanka Gorjanec

“La signora Neda Gorjanec è nata il 24 ottobre 1949 a Lubiana. È nata con l’atrofia muscolare spinale. Nel 1980, quando la sua salute stava peggiorando, iniziò a dipingere con la bocca. L’artista è stata ammessa alla VDMFK come borsista il 1 settembre 1989, ma è stata espulsa il 31 dicembre 1998 perché successivamente è stato stabilito che può dipingere anche con le mani. Poiché le condizioni della signora Gorjanc sono notevolmente peggiorate a causa della sua malattia progressiva, può dipingere solo con la bocca.
Le sue opere attuali sono state dipinte con la bocca. (Il Presidente Eros Bonamini l’ha vista dipingere con la bocca.) E così ha richiesto di essere ri-registrata. Preferisce dipingere immagini di animali con colori ad olio. Borsista dal 09/01/2011.”

Tradução possível: Neda Gorjanec nasceu em 24 de outubro de 1949, em Liubliana (capital da Eslovênia). Ela nasceu com atrofia muscular espinhal. Em 1980, quando sua saúde começou a declinar, ela passou a pintar com a boca. A artista foi admitida na VDMFK (The Association of Mouth and Foot Painting Artists of the World) como bolsista em 1º de setembro de 1989, mas foi desligada em 31 de dezembro de 1998, após se constatar posteriormente que ela também conseguia pintar com as mãos. Como a condição da Sra. Gorjanec se agravou significativamente devido à sua doença progressiva, ela só consegue pintar com a boca. Suas obras atuais são pintadas com a boca. (O presidente Eros Bonamini a viu pintando com a boca). Por isso, ela solicitou sua reinscrição. Ela prefere pintar imagens de animais utilizando tinta a óleo. Bolsista desde 9 de janeiro de 2011.

👨‍🎨 Artista plástica da APBP

Estilo de pintura: Com a boca
Técnica: Óleo sobre a tela
Título da obra: “Cavalo branco” (“Cavallo disegno”, Anno: 2024, Misure / Dimensões: 50 x 40 cm)

APBP Brasil
Arte
A APBP é parte de uma associação internacional de artistas que, devido à sua deficiência física, pintam belas obras de arte com a boca ou os pés.

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(11) 5053-5100
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