Autor: ematosinho
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“Redescobrindo” é o blog pessoal de Eduardo Matosinho, um economista, sociólogo e pesquisador de história da arte nascido em Ourinhos (SP). A página funciona como um diário cultural focado em cultura, artes plásticas, literatura, poesia, efemérides históricas, crônicas e reflexões cotidianas.
O que você encontra no site
• História da Arte e Curadoria: Matosinho atua há quase duas décadas na Galeria Pontes, espaço focado em arte popular brasileira contemporânea. O blog reflete essa bagagem trazendo reflexões e biografias de artistas plásticos.
• Poesia e Literatura: Publicações frequentes de poemas traduzidos, textos sobre vanguardas artísticas (como o modernismo e minimalismo) e comentários sobre clássicos literários.
• Memória e Sociedade: Artigos de opinião sobre fatos históricos importantes, como os registros sobre a imigração japonesa no Brasil e crônicas baseadas na observação do cotidiano urbano.
• Contato com o autor: Caso precise falar diretamente com o administrador para fins de pesquisa ou colaborações sobre arte popular, os dados listados no próprio Blog de Eduardo Matosinho são:
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Sartei de banda
Decifrando o escrito: “Mulher distendida no chão”
Medo de avião
Foi por medo de avião
Que eu segurei
Pela primeira vez a tua mão
Um gole de conhaque
Aquele toque em teu cetim
Que coisa adolescente
James Dean
Foi por medo de avião
Que eu segurei
Pela primeira vez a tua mão
Não fico mais nervoso
Você já não grita
E a aeromoça, sexy
Fica mais bonita
Foi por medo de avião
Que eu segurei
Pela primeira vez a tua mão
Agora ficou fácil
Todo mundo compreende
Aquele toque Beatle
I wanna hold your hand
Agora ficou fácil
Todo mundo compreende
Aquele toque Beatle
I wanna hold your hand
Aquele toque Beatle
I wanna hold your hand
Yeh, yeh, yeh!
Yeh, yeh, yeh!
Yeh, yeh, yeh!
Yeeeh!
Antônio Carlos Belchior, mais conhecido como Belchior (Sobral, Ceará, 26 de outubro de 1946 – Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, 30 de abril de 2017). Esse é um dos grandes clássicos da MPB e foi gravada por ele no álbum “Era uma vez um homem e seu tempo”, de 1979. Trata-se de uma canção cuja letra narra com muita poesia, ironia e leveza como o medo e a vulnerabilidade podem aproximar duas pessoas. A segunda parte da música segue com referências a “I wanna hold your hand” dos Beatles, que traduzida seria algo como: “Eu quero segurar sua mão”. Esse é o refrão e título de um dos maiores clássicos dessa banda inglesa, lançado em 1963. A expressão “I wanna” é a contração informal de “I want to” (“Eu quero”).
Miner
Três poemas curtos de Erik Satie
Pablo y Virginia
Virginia cantaba como una patita muy mona.
La canción de Virginia hacía llorar a los cisnes.
Entonces Pablo bailaba sobre un pie para no molestar a sus padres.
A Virginia le gustaba verle bailar.
Robinson Crusoe
Por la noche, se tomaban la sopa
e iban a fumar sus pipas a la orilla del mar.
El olor del tabaco hacía estornudar a los peces.
Robinson Crusoe no se divertía en su isla desierta.
“Está realmente demasiado desierta”, decía.
Su negro Viernes era del mismo parecer.
Decía a su querido amo:
“Sí, señor, una isla desierta está realmente demasiado desierta.”
Y meneaba su gran cabeza negra.
Don Quijote
¿Qué me importan estos vallecillos, estos palacios, estas chozas?
Objetos vanos cuyo encanto se ha desvanecido para mí.
Ríos, peñascos, bosques, soledades tan queridas,
os falta un solo ser y todo está despoblado
Erik Satie (Honfleur, comuna portuária no departamento de Calvados, na região da Normandia, França, 17 de maio de 1866 — Paris, França, 1 de julho de 1925) foi um compositor e pianista francês. Relevante no cenário de vanguarda parisiense do começo do século XX, foi o precursor de movimentos artísticos como minimalismo, música repetitiva e teatro do absurdo. Tradução de Ana Muela Sopeña
O toque
118 anos da imigração japonesa

Em 2008, comemorou-se o centenário da imigração japonesa ao Brasil. E hoje a imigração bate 118. A data é marcada pela chegada do navio Kasato Maru em 1908 na cidade de Santos, vindo do porto de Kobe, no Japão. Com ele, chegaram as primeiras 165 famílias para trabalhar nos cafezais do oeste paulista. Nesses cento e dezoito anos os japoneses com sua incrível capacidade de convivência e empreendedorismo se espalharam pelo país e se dedicaram às mais variadas atividades.
Pesquisas apontam que de 1918 a 1970 cerca de 210 mil imigrantes japoneses vieram para o Brasil. Estima-se em 1,5 milhão o número de descendentes de japoneses que vivem no Brasil, de acordo com o Centro de Estudos Nipo-Brasileiros. Em São Paulo está concentrada a maior comunidade de descendentes de japoneses fora do Japão. Atualmente, 75% dos descendentes estão no Estado de São Paulo (40% somente na Grande São Paulo), 15% da população encontra-se no sul do Brasil, com grande concentração no Paraná, e os 10% restantes em outros estados.
Em São Paulo essa comunidade é considerada a maior comunidade de descendentes de japoneses fora do Japão. De acordo com dados de 2006 do Ministério da Justiça do Japão, 313 mil nipo-brasileiros estão no Japão trabalhando como dekasseguis (trabalhadores temporários).
Quem te viu, quem te vê
Foi Deus quem fez você
Foi Deus que fez o céu
O rancho das estrelas
Fez também o seresteiro
Para conversar com elas
Fez a Lua que prateia
Minha estrada de sorrisos
E a serpente que expulsou
Mais de um milhão do paraíso
Foi Deus quem fez você
Foi Deus que fez o amor
Fez nascer a eternidade
Num momento de carinho
Fez até o anonimato
Dos afetos escondidos
E a saudade dos amores
Que já foram destruídos
Foi Deus
Foi Deus que fez o vento
Que sopra os teus cabelos
Foi Deus quem fez o orvalho
Que molha o teu olhar, meu olhar
Foi Deus que fez as noites
E um violão plangente
Foi Deus que fez a gente
Somente para amar, só para amar
Só para amar
Luiz Ramalho (Povoado de Santa Fé, atual Bonito de Santa Fé, Paraíba, 1931) é compositor e um dos “Ramalhos da Paraíba” (junto com os primos Elba Ramalho e Zé Ramalho). Teve como seu maior sucesso a música “Foi Deus quem fez você”, vice-campeã do Festival MPB-80 da Rede Globo, que vendeu mais de 1 milhão de cópias. Essa canção foi a primeira no Brasil a figurar na primeira posição das paradas de sucessos tanto das emissoras de rádio AM quanto nas de FM. Interpretada lindamente por Amelinha