Ricardo Alves: Lançamento falhado (Rocket explosion) e Canto com samambaia

Graduado 2012 em Artes Plásticas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) em 2012, participou de mostras coletivas em cidades como São Paulo/SP, Ribeirão Preto/SP, Rio de Janeiro/RJ, Belém/PA, Nova York/USA, Londrina/PR, Tsukuba/Japão, entre outras. Foi premiado nos salões de arte de Ribeirão Preto, Santo André e Guarulhos através dos quais teve obras incorporadas aos acervos públicos desses locais. Realizou as primeiras mostras individuais em 2016, na Galeria Sancovsky em São Paulo capital e no Museu de Arte de Ribeirão Preto/SP.

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Agitação e náusea

Tem momentos em que a vida
É agitação e ansiedade
Três noites sem dormir
Pensando o pensado
Criando um círculo vicioso
Na qual o corpo – espírito
Se afundam numa névoa
A natureza é bem mais simples
Que a mente urbana conturbada
Dá-me natureza lições de vida e
De simplicidade.

Bosque da Biologia – USP, 21/Mar/1988. Escrito ao longo de uma caminhada solitária e, na falta de papel, escrevi nas costas do xerox de meu RG. Estava sem casa na época…

Pela memória do mestre Sarubbi

Em 1999, um ano e sete meses antes de sua morte, Valdir Sarubbi concluiu o seu livro de memórias intitulado “Estórias Paralelas”. Dessa obra de 140 páginas seleciono dois trechos do conto “Outras Memórias”, que encerra o livro e onde Quelé, alter-ego do autor, relembra, segundo palavras do próprio Sarubbi, “sua primeira infância no sítio ao levar o filho adolescente para conhecer o lugar. Tem uma vivência muito forte junto com o filho ao banhar-se em um igarapé onde se esquece do relógio que o acompanhou durante muitos anos”.

“Escrevi estas memórias numa tarde de Outubro quase trinta anos depois que fui pela ultima vez à Lontra. Voltei lá quando senti necessidade de mostrar a meu filho aquele pedaço de terra onde vivi minha infância. Mostrei para ele coisa por coisa do que ainda existia lá. A mangueira de perto da casa envelheceu e se tornou uma árvore imensa. A casa onde morávamos está aos pedaços, mais parece uma tapera. Os bacurizeiros permanecem ainda lá, também encanecidos, mas bastante altaneiros. Contei estórias para ele. Eu dizia: aqui fiz isso, ali fiz aquilo. Ele sorria e parecia reconhecer tudo. Porque quando ele era pequeno eu costumava me sentar ao lado de sua cama na hora de dormir e lhe contava esses e outros fatos que acabei contando neste relato.”

(…)

“Ao escrever essas memórias fico tentando imaginar aquele relógio que me acompanhou durante uma boa parte de minha vida certamente com seus ponteiros parados, misturado com os pedregulhos, escondido na areia fininha. E naquele silêncio molhado as piabinhas darão voltas e revoltas por cima do local onde ele está adormecido. Talvez um dia alguém o encontre e o coloque no braço, sem ter a mínima idéia que ele já esteve no meu. Mas é possível também que ele permaneça lá, solitário enterrado, imune ao encontro, pelos séculos dos séculos, amém.”

Gravura em metal do artista paraense Valdir Sarubbi e seu livro inédito – acervo família Sarubbi – edição póstuma

Valdir Sarubbi (Bragança, Pará, 10 de outubro de 1939 – São Paulo, 8 de novembro de 2000)

Foto: Sonia Zveibil

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Artista norueguês de 33 anos, Ryan Hyrz é representado no Brasil pela Sérgio Gonçalves Galeria desde março de 2018 e já tem chamado a atenção do mercado com suas obras em que explora toda a fluidez das tintas e pigmentos, inspirado pelos tons e movimentos da música erudita, que dão títulos às suas obras e que sempre impactaram seu processo criativo.

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Desenhos recentes de Laércio Moraes

Laércio Moraes (Lalá) está com 55 anos, cursou desenho artístico e publicitário na década dos anos 80, hoje reutiliza várias técnicas, já participou em exposições no grande ABC e estudou na Fundação das Artes de São Caetano do Sul-SP em 2018.

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