20 poetas brasileiros mais acessados no blog nos últimos 12 meses

Terminei hoje a publicação de outros poemas dos 20 poetas mais lidos neste blog ao longo dos últimos 12 meses. Iniciei essas postagens em 1º de setembro de 2025 e segui a ordem dos mais para os menos pesquisados. São estes:

  1. Jorge de Lima
  2. Carlos Drummond de Andrade
  3. Edney Cielici Dias
  4. Manuel Bandeira
  5. Ricardo Domeneck
  6. José Paulo Paes
  7. João Cabral de Melo Neto
  8. Narcisa Amália
  9. Alberto de Oliveira
  10. Hilda Hilst
  11. Augusto Massi
  12. Thiago de Mello
  13. Guilherme de Almeida
  14. Fernanda Spinelli
  15. Mário Chamie
  16. Oswald de Andrade
  17. Augusto de Campos
  18. Orides Fontela
  19. Mário Quintana
  20. Raimundo Correia

Com disse no texto “Dos “Eu sou trezentos”, 25 poetas brasileiros fundamentais” (https://ematosinho.com.br/?p=8068): “…bons poetas tupiniquins são em número muito maior…”.

Feito com:

Boa leitura a todos!

As pombas

Vai-se a primeira pomba despertada…
Vai-se outra mais… mais outra… enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada…

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada…

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais…

Raimundo Correia (São Luís, Maranhão, 13 de maio de 1859 — Paris, França, 13 de setembro de 1911). In “Sinfonias”, 1883

Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas…

Mário Quintana (Alegrete, Rio Grande do Sul, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 5 de maio de 1994)