As 7 mulheres de Picasso

Nos seus 87 anos de vida, Picasso amou diferentes mulheres. A cada novo amor seguiu-se uma nova fase na arte do maior dos pintores modernos. Essas mulheres o influenciaram, mas, passado o período de deslumbramento, Picasso as abandonava de forma nem sempre elegante. Tendo mas veias o quente sangue espanhol, ele dá razão a seu amigo, o pintor Marcoussis, que assim o definiu: “Se ele não fosse o maior pintor do século, seria o Don Juan do nosso tempo.”

Numa tarde tempestuosa do verão de 1904, fugindo da chuva, a moça entra precipitadamente no sombrio corredor de uma velha e suja casa de Montmartre. Rindo, um jovem barra-lhe a entrada, ameaçando-a com um gato preto que tem nas mãos. Passado o susto, ela ri também. A camaradagem está feita. Apresentam-se.

Ele é espanhol, pintor, tem 23 anos, chama-se Pablo Ruiz Picasso e mora ali mesmo, nesta espécie de barracão habitado por artistas, que o denominam de Bateau Lavoir. Ela é francesa, divorciada, tem 24 anos e chama-se Fernande Olivier. Num francês quase ininteligível, o espanhol convida-a a visitar o seu atelier. Lá dentro, os dois se estudam. Fernande é alta, bonita, seus olhos são verdes e amendoados, os cabelos castanhos e despenteados.

Tem um ar alegre, e sua silhueta graciosa e curvilínea está bem ao gosto dos amantes do feminino na belle époque. Segundo a descrição da própria Fernande, feita quase 30 anos depois no livro “Picasso e seus amigos”: “Ele era baixo, atarracado, moreno, irrequieto, tinha os olhos escuros e profundos, penetrantes, estranhos e parados. Para quem não o conhecesse, metido em suas roupas grosseiras, pouco teria de sedutor.”

Nas paredes do atelier, veem-se pinturas de coloração azul-clara, mostrando seres miseráveis – mendigos e saltimbancos esfarrapados – esquálidos, friorentos, de uma intensa melancolia. (…)

Quando Picasso tinha 67 anos, nasceu Claude (ao lado), Jacqueline (ao centro), é a última mulher e a mais perfeita das secretárias.

Matéria tirada de um recorte por mim guardado de “Ele & Ela”, que foi uma famosa revista masculina brasileira publicada principalmente pela Bloch Editores (e mais tarde pela Editora Manchete). Com mais de trinta anos de circulação, a publicação atingiu grande popularidade nas décadas de 1970 e 1980, destacando-se tanto por seus ensaios fotográficos quanto por sua forte equipe de jornalistas, cronistas e escritores renomados.

Nota: Na verdade Pablo Picasso teve 8 mulheres (Faltou citar na matéria Geneviève Laporte), veja clicando em cada uma das postagens a seguir:

As mulheres de Picasso
Picasso

Ele teve dois casamentos oficiais e diversos relacionamentos amorosos marcantes ao longo da vida e historiadores da arte destacam comumente oito musas e companheiras principais que foram (Em ordem cronológica):

  1. Fernande Olivier (1904–1911) – Primeira parceira de longa data do pintor, presente na fase do Período Rosa e no início do Cubismo
  2. Eva Gouel (1911–1915) – Musa da fase ápice do Cubismo, cujo nome real era Marcelle Humbert
  3. Olga Khokhlova (1917–1927) – Bailarina russa e primeira esposa oficial de Picasso
  4. Marie-Thérèse Walter (1927–1936) – Jovem que inspirou obras luminosas e sensuais do artista
  5. Dora Maar (1936–1945) – Fotógrafa e pintora que registrou a criação do painel Guernica
  6. Françoise Gilot (1943–1953) – Pintora e única companheira a deixá-lo por vontade própria
  7. Geneviève Laporte (1951–1953) – Jovem poeta e escritora com quem Picasso manteve um relacionamento discreto no início dos anos 50
  8. Jacqueline Roque (1953–1973) – Última companheira e segunda esposa do pintor até o fim de sua vida

Como “vaes” você?

Como “vaes” você?
Vou navegando
Vou temperando
Prá baixo todo santo ajuda
Prá cima a coisa toda muda
E como “vaes” você?
No mar desta vida
Vou navegando
Vou temperando
O céu às vezes é tão claro
E outras escuro
Claro é o passado
Escuro é o futuro
E aí como convencida
Que o segredo principal da vida
Consiste em não
Forçar em nada a natureza
E o resto vem
Que é uma beleza
E aí como “vaes” você?

Ary Barroso (Ubá, Minas Gerais, 7 de novembro de 1903 — Rio de Janeiro, 9 de fevereiro de 1964) foi um renomado compositor brasileiro de música popular. Ele se tornou famoso por seus sambas, especialmente por “Aquarela do Brasil”, considerada uma expressão emblemática do chamado “samba-exaltação”. Essa marcha foi gravada originalmente por Carmen Miranda (Marco de Canaveses, Porto, Portugal, 9 de fevereiro de 1909 – Beverly Hills, Califórnia, Estados Unidos, 5 de agosto de 1955) em 1936 e trata-se de um samba bem-humorado e satírico. A obra nasceu durante a “Era de Ouro da Rádio no Brasil”, fase em que Ary se destacou tanto por seus sambas-exaltação quanto por composições de teor cômico e coloquial. A letra funciona como um diálogo informal e alegre em forma de conversa musicada (frequentemente associada ao repertório eternizado na voz de Carmen Miranda). Com versos descontraídos como “Vou navegando, vou temperando”, a música brinca com as reviravoltas da vida e a resiliência popular diante das dificuldades cotidianas

Atingindo a maioridade de antigamente (*): 21 anos no ar!

“Redescobrindo” está de aniversário: Chegou hoje a 21, uma abençoada data!… O painel acima que preparei mostra imagens dele no Google. Sua versão inicial ficou no ar até 23 de maio de 2019, quase bateu em 30 mil acessos, e a de agora está chegando a 2 milhões, com mais de 168 mil visitantes únicos. Ele possui 262 páginas, já foram publicados 2.613 posts e aprovados 376 comentários. Em agosto de 2024 teve seu recorde de total de visitantes, batendo em 23.724, no mês passado atingiu 17.302, seu segundo melhor resultado. No mês corrente, em 1º de agosto de 2026, teve 1.018 visitantes, em um total de 15.525 páginas visitadas…

Legal terem-nos visitado e prestigiado.

Abraços e retornem sempre,

Eduardo Matosinho (Fone: 11 3237-0436 ou 9 9781-4370 – WhatsApp)

(*) No Brasil, a maior idade é 18 anos. Nessa idade, a pessoa atinge a maioridade civil e penal, ganhando autonomia total sobre sua vida e responsabilidade perante a lei. A idade de 21 anos era a regra antiga do Código Civil brasileiro de 1916, mas mudou no ano de 2003.

Bailarina

(Sevilha) A João Cabral de Melo Neto

A pausa
              brusca
talvez um gesto que meditasse
o seu próprio ímpeto
                                   talvez aquele silêncio
antes do touro partir contra o ardil do matador
tudo imóvel e se movendo
                                        O resto será apenas consequência

José Paulo Moreira da Fonseca (Rio de Janeiro, 13 de junho de 1922 – 4 de dezembro de 2004) foi um escritor, poeta, ensaísta, teatrólogo, pintor e crítico de arte. In “Antologia poética”, Editora Leitura S. A. Considerado um dos mais importante nomes da poesia brasileira das gerações dos anos 40 e 50, tendo sido indicado algumas vezes para a Academia Brasileira de Letras, foi o primeiro vencedor da categoria Poesia no Prêmio Jabuti, e levou o prêmio na edição inaugural de 1959 com o livro “Três livros”. Venceu também, em 1974, ano do nascimento de minha esposa Luiza Maria, na categoria Poesia o 16.º Prêmio Jabuti, com o livro “Luz e sombra”.
Nota: A categoria “Poesia” foi criada já na primeira edição do Prêmio Jabuti, em 1959. O objetivo do Jabuti, criado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), é premiar autores de livros de poesia publicados no ano anterior ao da cerimônia. Até 1992, havia apenas um vencedor por categoria. Em 1993 e 1994, foram definidos até cinco vencedores em cada categoria. A partir de 1995, os três primeiros colocados passaram a ser considerados vencedores (as exceções foram de 2002 a 2005, quando o segundo e o terceiros colocados receberam o prêmio como “menção honrosa”). A partir de 2018, apenas o primeiro colocado voltou a ser considerado vencedor da categoria

Fazendinha publicada no “Blog do João Alex400” e fotografias dele pequeno no Casarão 54

“Fazendinha”: Essa foi a coleção de maior sucesso vendida em bancas de jornal no Brasil e se chamou “Animais da fazenda” (ou “Casa da fazenda”), lançada pela editora Planeta DeAgostini por volta de 2012 a 2014.

“Casarão 54”: Restaurante tradicional de comida típica do campo, incluindo leitão e costela de boi, em casa com jardins localizado na Rodovia Presidente Castello Branco, s/n – km 54 – Zona Rural, Araçariguama – SP

Um velho malandro de corpo fechado

Olha o samba aí de novo
Servindo de rima pro bem do meu povo
Saindo das cinzas sem ter se queimado
É o velho malandro de corpo fechado

Olha o samba aí de novo
De peito aberto querendo passar
Mais forte que o tempo, quem sabe o infinito
E bem mais bonito pra gente contar (cantar)

O samba é retrato do meu ser,
uma pintura, é um quadro de Debret
Um arrastão de paz
é o meu coração que quando bate faz o reviver da multidão

por que meu samba é meu dengo, meu chamego
É meu sossego, é meu bem, meu bem querer
é tudo que eu quiser, o samba é meu lugar, é meu viver
Sambar

Arlindo Cruz (Rio de Janeiro, 14 de setembro de 1958 – 8 de agosto de 2025) / Franco (Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1952 – 18 de dezembro de 2007). Arlindo Cruz foi um cantor, compositor e músico brasileiro de samba e pagode. Após doze anos integrando o conjunto Fundo de Quintal, Arlindo construiu uma bem-sucedida carreira solo, tornando-se um dos maiores nomes do samba de todos os tempos e uma figura proeminente no cenário do carnaval carioca, tendo composto sambas-enredo para escolas clássicas, como Império Serrano e Acadêmicos do Grande Rio. E José Franco Lattari, conhecido como Franco, foi um importante compositor, cantor e médico brasileiro, famoso por suas obras no samba e memoráveis sambas-enredo da União da Ilha do Governador. Essa música de Arlindo Cruz, e composta em parceria com Franco, menciona o pintor Jean-Baptiste Debret (Paris, França, 18 de abril de 1768 – 28 de junho de 1848) em sua letra. Debret ou De Bret foi um pintor, desenhista, cenógrafo e professor francês, que integrou a corte de Napoleão, em 1806 e, posteriormente, de D. João VI e de D. Pedro I. Integrou a Missão Artística Francesa (1817), que fundou, no Rio de Janeiro, uma academia de Artes e Ofícios, mais tarde Academia Imperial de Belas Artes, onde lecionou.