Olha o samba aí de novo
Servindo de rima pro bem do meu povo
Saindo das cinzas sem ter se queimado
É o velho malandro de corpo fechado
Olha o samba aí de novo
De peito aberto querendo passar
Mais forte que o tempo, quem sabe o infinito
E bem mais bonito pra gente contar (cantar)
O samba é retrato do meu ser,
uma pintura, é um quadro de Debret
Um arrastão de paz
é o meu coração que quando bate faz o reviver da multidão
por que meu samba é meu dengo, meu chamego
É meu sossego, é meu bem, meu bem querer
é tudo que eu quiser, o samba é meu lugar, é meu viver
Sambar
Arlindo Cruz (Rio de Janeiro, 14 de setembro de 1958 – 8 de agosto de 2025) / Franco (Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1952 – 18 de dezembro de 2007). Arlindo Cruz foi um cantor, compositor e músico brasileiro de samba e pagode. Após doze anos integrando o conjunto Fundo de Quintal, Arlindo construiu uma bem-sucedida carreira solo, tornando-se um dos maiores nomes do samba de todos os tempos e uma figura proeminente no cenário do carnaval carioca, tendo composto sambas-enredo para escolas clássicas, como Império Serrano e Acadêmicos do Grande Rio. E José Franco Lattari, conhecido como Franco, foi um importante compositor, cantor e médico brasileiro, famoso por suas obras no samba e memoráveis sambas-enredo da União da Ilha do Governador. Essa música de Arlindo Cruz, e composta em parceria com Franco, menciona o pintor Jean-Baptiste Debret (Paris, França, 18 de abril de 1768 – 28 de junho de 1848) em sua letra. Debret ou De Bret foi um pintor, desenhista, cenógrafo e professor francês, que integrou a corte de Napoleão, em 1806 e, posteriormente, de D. João VI e de D. Pedro I. Integrou a Missão Artística Francesa (1817), que fundou, no Rio de Janeiro, uma academia de Artes e Ofícios, mais tarde Academia Imperial de Belas Artes, onde lecionou.
Salve o samba.
Salve a música popular brasileira.