Galvão Pretto: Comentário sobre “Cidade pandêmica – O trem da vida”

“Esta instalação começa no momento da crise pandêmica, pois com o isolamento, nas horas disponíveis em meio as tarefas de trabalho, e após perceber o longo tempo nessa situação mundial, começa a surgir uma preocupação com o ambiente social e o transcurso vulnerável da vida humana diante destes fatos adversos.

Nas encomendas por e-commerce, chegam as caixas de papelão com os diversos produtos solicitados. E também a construção dessa proposta com esculturas-objetos, se assim podemos dizer. Considerando a questão universal como um círculo, que nos liga mundialmente, em função das tecnologias, e a vida um movimento constante, “O trem da vida” faz o papel dessa ligação por diversas regiões mundiais que viajei no ano de 2019, ao circular nessa cidade.

Temos os prédios como seus moradores a olhar pelas janelas, a verem noticiais na TV, vemos os prédios da fábrica fechados pelo mundo afora, uma mesquita de Marrakech vazia também fechada, uma arquitetura do colonial portuguesa com suas janelas cerradas, o colonial brasileiro também isolado, a entrada do circo sem espetáculo, sendo o único lugar aberto numa confraternização da angustia, um boteco com seus músicos e um pagode rolando.”

Galvão Pretto

Cidade pandêmica – O trem da vida
Papelão de caixa de e-commerce. Cola de silicone, cola de PVA, papel de embrulho, policromada com tinta acrílica em base branca. Trem elétrico movido a bateria
Campo Grande – MS

Artista indicado para o blog por Gejo, O Maldito, que comenta que esse artista foi o responsável pela sua ida e entrada no Mato Grosso do Sul, onde desenvolveu uma carreira.

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

2 comentários em “Galvão Pretto: Comentário sobre “Cidade pandêmica – O trem da vida””

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