Seis pensamentos de José Cândido de Carvalho

Digo, modéstia de lado, que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. Mas disso não faço glória, pois sou sujeito lavado de vaidade, mimoso no trato, de palavra educada.”

Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto, sem freio nos dentes, sem medir consideração, seja em compartimento do governo, seja em sala de desembargador.”

A beleza dela morava em casa avarandada, com um jardim de bogari que ainda hoje, tantos anos passados e rolados, remexe em minhas lembranças.”

Esse menino tem todo o sintoma do povo de política. É invencioneiro e linguarudo.”

De letra eu nem queria sentir o cheiro. O trabalho que Ponciano mais apreciava era o andar na poeira de um bom rabo de saia, serviço que ainda hoje é de minha especial inclinação.”

Meus dias no Sossego findaram quando fui pegado em delito de sem-vergonhismo em campo de pitangueiras.”

José Cândido de Carvalho (Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, 5 de agosto de 1914 — Niterói, Rio de Janeiro, 1 de agosto de 1989)

João Guimarães Rosa: Frases de seus escritos e discurso

Viver – não é? – é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver mesmo.” In “Grande Sertão: Veredas”.

Deus nos dá pessoas e coisas,
para aprendermos a alegria…
Depois, retoma coisas e pessoas
para ver se já somos capazes da alegria
sozinhos…
Essa… a alegria que ele quer
“.

O mundo é mágico.
As pessoas não morrem, ficam encantadas
.” Nota: Frase dita no seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, em 16 de novembro de 1967.

Tudo o que muda a vida vem quieto no escuro, sem preparos de avisar.”

João Guimarães Rosa (Cordisburgo, Minas Gerais, 27 de junho de 1908 — Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1967)

Casa onde nasci, Vila Odilon, Ourinhos: Como ela está nos dias atuais

Essa casa fica na esquina da Rua Padre Rui Cândido da Silva com a Rua Independência, ao lado da Praça Ítalo Ferrari e bem próxima da Paróquia Santo Antônio (Diocese de Ourinhos-SP).

Fotografias tiradas na quinta-feira passada, dia 22/08, pela amiga Ana Maria Bengozi, e enviadas por WhatsApp

O pensar de Gabriel García Márquez em cinco frases

Era ainda jovem demais para saber que a memória do coração elimina as más lembranças e enaltece as boas e que graças a este artifício conseguimos suportar o passado.” In “O amor nos tempos de cólera”

O que você viveu ninguém rouba.” In “Memórias de minhas putas tristes”

O que acontece é que não aguentamos o peso da consciência.” In “Cem anos de solidão”

Não é verdade que as pessoas param de perseguir os sonhos porque envelhecem, elas envelhecem porque pararam de perseguir os sonhos.”

“Lembre-se, é fácil esquecer para quem tem memória… Difícil esquecer para quem tem coração…”

Gabriel García Márquez (Aracataca, Colômbia, 6 de março de 1927 — Cidade do México, 17 de abril de 2014)