
Teu nome, voz das sereias,
Teu nome, o meu pensamento,
Escrevi-o nas areias,
Na água, — escrevi-o no vento.
Manuel Bandeira (Recife, Pernambuco, 19 de abril de 1886 — Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968). In “Mafuá do Malungo”, 1948
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Teu nome, voz das sereias,
Teu nome, o meu pensamento,
Escrevi-o nas areias,
Na água, — escrevi-o no vento.
Manuel Bandeira (Recife, Pernambuco, 19 de abril de 1886 — Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968). In “Mafuá do Malungo”, 1948
Um dia parei para pensar e estou quieto até hoje. O tempo é lento nessas horas e o silêncio faz-se necessário. O que é o ato de escrever uma poesia? É um momento da vida que sublima e sai da casca na forma de um poema. Não é sempre que isso ocorre. Só em momentos especiais. Como hoje, por exemplo. Sentei e organizei um pedaço de poema, anteriormente pensado e parcialmente escrito. Escrevi um outro, que chamei “O animal, o papel”. Há tempos já pensava em escrever algo, por mais singelo que fosse. Faltava-me coragem e disposição. Hoje, como num passe de mágica, surgiram dois e meio. Tudo isso são motivos para que eu fique contente e continue a colocar no papel alguns fragmentos de vida, de poesia. Escrever sempre, para tentar organizar ideias e dar algum sentido para a vida, que não anda fácil. Tenho me esforçado, mais são os outros que não deixam a coisa fluir. Transbordam problemas, crises que vem de fora. Dentro de mim tenho explorado bastante. Examino o inconsciente pelo menos duas vezes por semana. Tomo remédio todo o dia, em doses pequenas, confesso. Mais tomo. E estou consciente disso e do bem que eles me fazem também.
Salve J. Borges! Você deixa um grande legado para a arte popular brasileira.
Na entrevista que fiz com ele para o livro “Eu me ensinei” perguntei: E de onde vem a inspiração? E ele respondeu: “Vem daqui mesmo do que eu vejo, do que eu sinto, do que eu penso. Do que acontece, das lenda, do folclore. O dia a dia do povo, a convivência, a tristeza, a alegria. Tudo isso dá cordel e dá também gravura.” (Edna Matosinho de Pontes)
J. Borges (Bezerros – PE, 1935 – 2024)
Tudo quanto é puro e cheira
– Manacá, jasmim, camélia
Lírio, flor de laranjeira
Rosa branca, Sílvia Amélia!
Manuel Bandeira (Recife, Pernambuco, 19 de abril de 1886 — Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968). In “Mafuá do Malungo”, 1948
Sávio Maia
Nascido em 1965, Domingos Sávio Maia é desenhista e iniciou-se em esculturas em pedras no ano de 2004. Trabalha com granito e pedra sabão e suas esculturas são geralmente anjos, santos, Budas, fontes, bichos e placas. Fotos de seus desenhos e escultoras, num total aproximado de 2.500, estão disponíveis para serem vistas em sua rede social.
São João Del Rei – MG – Brasil 🇧🇷
Contatos:
www.instagram.com/savinho_maia
maiasavio65@gmail.com
WhatsApp: (31) 9 9780-7378
Sei entanto a sua vida é desta
Tinta vermelha com que te esqueço
Esta ode seu sangue é de touro que vem
Transe e distraída era um só traço
E seu ultra-romantismo real