Eu hoje

Tenho muito o que fazer
E no entanto duas mãos
Como se tudo o que iniciasse
Fosse baseado em dialética.

Coisas certas tem
Agir com ânsia de vômito
Só me retrai, por ser insuficiente
Isso não é poesia – é desabafo!

Hoje eu não sou poeta
Pois o emprego me espera
Foi baseado em dialética
Como se tudo iniciasse.

Fazer o que muito tenho
Mãos duas entanto no e
Iniciasse o que tudo se como
Foi baseado em acitélaid.

Valdir Ricardo e filha Ranikelly Vivian (A da filha é a negra): Cáceres – MT

Valdir Ricardo Francisco é nascido em 1979 em São José dos Quatro Marcos – MT. Mudou-se para Cáceres – MT no ano de 1988, quando foi morar em um orfanato de menores carentes, onde com 14 anos de idade surgiu o interesse por desenho e pelas artes plásticas. Era autodidata mais cursou faculdade de artes visuais, é casado e tem duas filhas.

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Na casa de Marcella

Decifrando os escritos: “Navegador” e “Vearem”

A menina mais linda
do mundo tem a
cara muito imunda.
Seu nome é Paula.

O peixinho de
sua orelha é
de brincadeira
e a sua camiseta
escrita “A barca
é de papel” é
muito bonita
e a sua roupa,
do barquinho,
parece de boneca
e o seu desenho
mais bonito fala
da coisa mais
simples e dialética
desse mundo:
amor e ódio.