Coco do trocadilho
Pra cantar comigo
Tens que traçar bem o baralho
Que é pra não se atrapalhar
Viu Zé e não cair do galho
Pra cantar comigo
Tens que traçar bem o baralho
Que é pra não se atrapalhar
Viu Zé e não cair do galho
É papa é papa-capim é papa-capo papagaio
Papelão papelaria plataforma planta e paio
É sim
Padaria pão padeiro pastoril pato pastel
Paraguaio padroeiro papa-angu vai papa-mel
Olha o retorno
Papa-angu vai papa-mel paraguaio e padroeiro
Pastoril pato e pastel padaria e pão padeiro
É sim
Plataforma planta e paio
É papa é papa-capim papelão papelaria é papa-capo e papagaio
O senhor pra cantar comigo
Tem que traçar muito bem este baralho
Que é pra não se atrapalhar
Muito cuidado seu José pra não cair do galho
Eu fiz este trocadilho
Somente pra derrubar a sua fama
Lá em casa é rede é cama
Lá no mato é pau é tábua
No caminho é toco é lama na lagoa é junco é água
É sim
Na lagoa é junco é água
No caminho é toco é lama
Lá no mato é pau é tábua
Lá em casa é rede é cama
Eu só sei pra cantar comigo
Tem que traçar muito bem este baralho
Que é pra não se atrapalhar
Muito cuidado seu José pra não cair do galho
Pra cantar comigo
Tens que traçar bem o baralho
Que é pra não se atrapalhar
Viu Zé e não cair do galho
Pra cantar comigo
Tens que traçar bem o baralho
Que é pra não se atrapalhar
Viu Zé e não cair do galho
Eu só sei que o senhor pra cantar comigo
Música composta por Buco do Pandeiro e gravada por Bezerra da Silva (Recife, Pernambuco, 23 de fevereiro de 1927 — Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2005) e Zé Ramalho ((Brejo do Cruz, Paraíba, 3 de outubro de 1949). Foi gravada por Bezerra em 1976, no álbum “O rei do coco” – Vol. 2. Antes de virar o grande ícone do samba de malandragem carioca, o artista pernambucano gravou e divulgou muito o gênero do coco nordestino e sua conexão com Zé Ramalho ocorreu pelo fato desse músico paraibano compartilhar forte afinidade com a embolada, o repente e a viola, e incorporar o espírito dinâmico desse tipo de desafio rítmico em sua trajetória de valorização das matrizes nordestinas
20 poetas brasileiros mais acessados no blog nos últimos 12 meses
Terminei hoje a publicação de outros poemas dos 20 poetas mais lidos neste blog ao longo dos últimos 12 meses. Iniciei essas postagens em 1º de setembro de 2025 e segui a ordem dos mais para os menos pesquisados. São estes:
- Jorge de Lima
- Carlos Drummond de Andrade
- Edney Cielici Dias
- Manuel Bandeira
- Ricardo Domeneck
- José Paulo Paes
- João Cabral de Melo Neto
- Narcisa Amália
- Alberto de Oliveira
- Hilda Hilst
- Augusto Massi
- Thiago de Mello
- Guilherme de Almeida
- Fernanda Spinelli
- Mário Chamie
- Oswald de Andrade
- Augusto de Campos
- Orides Fontela
- Mário Quintana
- Raimundo Correia
Com disse no texto “Dos “Eu sou trezentos”, 25 poetas brasileiros fundamentais” (https://ematosinho.com.br/?p=8068): “…bons poetas tupiniquins são em número muito maior…”.
Feito com:

Boa leitura a todos!
Pombo bravo
As pombas
Vai-se a primeira pomba despertada…
Vai-se outra mais… mais outra… enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada…
E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada…
Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;
No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais…
Raimundo Correia (São Luís, Maranhão, 13 de maio de 1859 — Paris, França, 13 de setembro de 1911). In “Sinfonias”, 1883
Sr. Edmundo nos tempos em morou comigo em São Paulo: Ai que saudades me dá…
Edmundo de Oliveira Matosinho, meu querido pai!
* Dois Córregos/ SP, 13 de maio de 1921 – + São Paulo/ SP, 6 de agosto de 1999.
Uma vida dedicada à prática de farmácia!
Bateu a bunda no rio
Canção do dia de sempre
Tão bom viver dia a dia…
A vida assim, jamais cansa…
Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu…
E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência… esperança…
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas…
Mário Quintana (Alegrete, Rio Grande do Sul, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 5 de maio de 1994)