Autor: ematosinho
Nantucket
Flores através da janela
Roxo pálido e amarelo
Alterados por cortinas brancas –
Cheiro de limpeza –
Sol de fim de tarde –
Na bandeja de vidro
Uma jarra de água, o copo
De boca pra baixo, junto dele
Uma chave – E o
Imaculado leito branco
William Carlos Williams (Rutherford, Nova Jersey, Estados Unidos, 17 de setembro de 1883 — 4 de março de 1963). In “Collected poems”, 1921 – 1931
Pinturas à óleo de Leanne Marques: Trilha e Laranjas
Leanne Marques, nasceu em Salvador, Bahia, em 1996. Formada em Arquitetura e Urbanismo, desde criança foi incentivada a trazer à tona seus talentos artísticos, principalmente com relação ao desenho livre, do grafite ao carvão. Durante a época de escola, se destacava pela facilidade em desenhar. Entre 2012 e 2013, inspirada em aulas de literatura, resolveu experimentar, por conta própria, a pintura com tinta acrílica. Inicialmente com telas pequenas e com fotos de figuras humanas, impressionou amigos e parentes pelas produções. Posteriormente, resolveu conhecer a pintura a óleo, fazendo curso por um ano. Nessa fase, conheceu as nuances da tinta a óleo e suas técnicas. Durante a graduação, aprimorou as técnicas de desenho e plástica, o que contribuiu para o conceito da estética utilizado em suas pinturas. Com tendência a pincelada solta e impressionista, já produziu quadros de diversas temáticas, como abstratos, natureza morta e figura humana. Com a prática da pintura, aprimorou a técnica pessoal, sentindo particular atração pelas pinturas mais empastadas, dando preferência ao uso de pincel ao invés de espátula. Começou a vender suas obras e especialmente em 2015, vendeu para uma pousada um quadro de Jesus que repercutiu positivamente. Encomendas nacionais e internacionais surgiram, incentivando o talento para a expressão na pintura a óleo. Permanece fazendo pinturas, transmitindo contextos e situações em que viveu.
Contatos:
www.instagram.com/leapinturas
leannewendy@hotmail.com
Adoniran Barbosa na pré-escola: com meu filho João e a minha antiga vitrolinha
NOVA ESCOLA: 18 de Outubro | 2011 (https://novaescola.org.br/conteudo/3848/adoniran-barbosa-na-pre-escola)



O nome de João aparece na relação do Grupo 4 manhã, professora Gabriela Souza Ramos, alunos: sexto nome na lista (Imagem de cima, à direita)…
Aquarelas de Dudi Maia Rosa
Rafael Maia Rosa (São Paulo, São Paulo, 1946). Pintor, desenhista, professor. Estuda gravura com Trindade Leal (1927-2013) na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, em 1966. O artista interessa-se inicialmente pela aquarela e pela cerâmica, voltando-se posteriormente à pintura. Realiza sua primeira exposição individual em 1967, na Galeria Atrium. Em 1968, ingressa na Faculdade de Engenharia de Mogi das Cruzes e frequenta o ateliê de Wesley Duke Lee (1931-2010). Nos anos seguintes vive na Inglaterra.
Retorna ao Brasil em 1972, e passa a frequenta a Escola Brasil: inicialmente como aluno, tornando-se depois professor. Nas décadas de 1960 e 1970, realiza trabalhos que têm como tema a cidade de São Paulo, representada em cenários oníricos. Nos anos 1980, sua pintura adquire características tridimensionais, marcada por uma pintura gestual. O artista começa a realizar experiências com resina sintética, que permite uma variação de transparências e tonalidades em suas obras. Em alguns trabalhos insere escritos, como citações bíblicas ou ainda figuras indefinidas, evanescentes.
Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural (https://enciclopedia.itaucultural.org.br)
Escreveu em seu perfil do Instagram:
“Não me interessam as fotos me interessam vocês.
Amor=Humor (O.A.)”.
Contatos:
www.facebook.com/dudimaiarosa
www.instagram.com/dudimaiarosa
Bordados de Antonieta Tognato
Antonieta de Barros Tognato, nascida em São Paulo, formada em Administração de empresa, Design de jóias e acessórios e Pedagogia. Ministra experimentação artística em atelier livre para crianças a partir de 6 anos e adultos. Tem um gosto especial por trabalhos manuais, bordados e artesanato desde sempre.
Contatos:
www.instagram.com/antonietatognato
atognato@gmail.com
WhatsApp: (11) 9 9831-0833
Do Facebook de Rogério Marcondes Machado
(na livraria)
“Seja como flor”,
novo livro do Roberto Schwarz,
me enganei, é simplesmente,
“Seja como for”
Rogério Marcondes Machado nasceu em 21 de outubro de 1963, é arquiteto formado pela FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo) e trabalha na empresa Amado e Marcondes Arquitetos Associados. Estudou no Colégio Palmares (colegial) e mora em São Paulo.
Contatos:
www.facebook.com/rogerio.marcondes
www.instagram.com/rogeriomarcondesmachado
rogerio@amadomarcondes.com
Gilvan Samico: Juvenal e o Dragão
Psicologia da composição: Hoje, dia em que o poeta completaria 100 anos
I
Saio de meu poema
como quem lava as mãos.
Algumas conchas tornaram-se,
que o sol da atenção
cristalizou; alguma palavra
que desabrochei, como a um pássaro.
Talvez alguma concha
dessas (ou pássaro) lembre,
côncava, o corpo do gesto
extinto que o ar preencheu;
talvez, como a camisa
vazia, que despi.
II
Esta folha branca
me proscreve o sonho,
me inicia ao verso
nítido e preciso.
Eu me refugio
nesta praia pura
onde nada existe
em que a noite pouse.
Como não há noite
cessa toda fonte;
como não há fonte
cessa toda fuga;
como não há fuga
nada lembra o fluir
de meu tempo, ao vento
que nele sopra o tempo.
III
Neste papel
pode teu sal
virar cinza;
pode o limão
virar pedra;
o sol da pele,
o trigo do corpo
virar cinza
(Teme, por isso,
a jovem manhã
sobre as flores
da véspera.)
Neste papel
logo fenecem
as roxas, mornas
flores morais;
todas as fluidas
flores da pressa;
todas as úmidas
flores do sonho.
(Espera, por isso,
que a jovem manhã
te venha revelar
as flores da véspera.)
IV
O poema, com seus cavalos,
quer explodir
teu tempo claro; romper
seu branco fio, seu cimento
mudo e fresco.
(O descuido ficara aberto
de par em par;
um sonho passou, deixando
fiapos, logo árvores instantâneas
coagulando a preguiça.)
V
Vivo com certas palavras,
abelhas domésticas.
Do dia aberto
(branco guarda-sol)
esses lúcidos fusos retiram
o fio de mel
(do dia que abriu
também como flor)
que na noite
(poço onde vai tombar
a aérea flor)
persistirá: louro
sabor, e ácido,
contra o açúcar do podre.
VI
Não a forma encontrada
como uma concha, perdida
nos frouxos areais
como cabelos;
não a forma obtida
em lance santo ou raro,
tiro nas lebres de vidro
do invisível;
mas a forma atingida
como o ponto do novelo
que a atenção, lenta,
desenrola,
aranha; como o mais extremo
desse fio frágil, que se rompe
ao peso, sempre, das mãos
enormes.
VII
É mineral o papel
onde escrever
o verso; o verso
que é possível não fazer.
São minerais
as flores e as plantas,
as frutas, os bichos
quando em estado de palavra.
É mineral
a linha do horizonte,
nossos nomes, essas coisas
feitas de palavras.
É mineral, por fim,
qualquer livro:
que é mineral a palavra
escrita, a fria natureza
da palavra escrita.
VIII
Cultivar o deserto
como um pomar às avessas.
(A árvore destila
a terra, gota a gota;
a terra completa
cai fruto!
Enquanto na ordem
de outro pomar
a atenção destila
palavras maduras.)
Cultivar o deserto
como um pomar às avessas:
então, nada mais
destila; evapora;
onde foi maça
resta uma fome;
onde foi palavra
(potros ou touros
contidos) resta a severa
forma do vazio.
João Cabral de Melo Neto (Recife, Pernambuco, 9 de janeiro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de outubro de 1999). In “Os cem melhores poemas brasileiros do século”. Editora Objetiva, 2001
Viagens recentes de Rossana Araújo
Fotos: Catedral de Roskilde, na Dinamarca; Pôr do sol em Düsseldorf, na Alemanha e Pôr do sol em Atins, nos Lençóis Maranhenses.
Graduada em engenharia química, mestre e doutora em ciências farmacêuticas, tudo na Universidade de São Paulo – USP. Atualmente trabalha na Receita Federal em São Paulo, capital.
Contato:
rossanaaraujo@gmail.com