Breve resumo da história do Brasil: O Período Colonial

O Brasil foi descoberto pelos portugueses em 1500, mas antes de sua chegada já era habitado por alguns milhões de índios. Com a chegada dos portugueses, teve inicio uma nova etapa na ocupação do território brasileiro. Essa nova etapa deu origem a um processo de transformações que modificaram totalmente as características da terra. Durante mais de quatro séculos, essas transformações produziram riqueza e desenvolvimento. Mas, não conseguiram proporcionar à maioria do povo brasileiro condições de vida digna e realmente livre.

Durante os primeiros tempos (1500-1530), a burguesia mercantil e o rei de Portugal procuravam com a expansão marítima e a colonização chegar diretamente aos produtos de especiarias e outros produtos orientais, extraindo o maior lucro possível dessa situação, dentro de um objetivo fundamentalmente comercial. Com o inicio da colonização (1530-1580) modificou-se radicalmente a posição de Portugal em relação ao Brasil. A colonização passou a ser tarefa prioritária.

De 1580 a 1640, Portugal e todas as suas colônias, entre elas o Brasil, estiveram sob o domínio espanhol. Por outro lado, os holandeses ocuparam as áreas açucareiras do nordeste, cuja produção cresceu muito neste período.

O período que vai da restauração portuguesa (1640) ao início da exploração do ouro (1700) caracteriza-se por dois processos importantes: uma forte centralização administrativa e econômica, que aumenta ainda mais o controle da coroa portuguesa sobre a colônia brasileira, e um movimento de expansão territorial, que leva o Brasil a triplicar de tamanho, por obra dos bandeirantes, vaqueiros e missionários. O período que vai da restauração portuguesa (1640) ao início da exploração do ouro (1700) caracteriza-se por dois processos importantes: uma forte centralização administrativa e econômica, que aumenta ainda mais o controle da coroa portuguesa sobre a colônia brasileira, e um movimento de expansão territorial, que leva o Brasil a triplicar de tamanho, por obra dos bandeirantes, vaqueiros e missionários.

Os primeiros trabalhadores brasileiros foram os indígenas do litoral, no início do século XVI, que, em troca de espelhos e contas coloridas, ajudaram os portugueses a extrair o pau-brasil e a erguer as primeiras vilas. Entretanto, os nativos rebelaram-se quando os colonos tentaram escravizá-los e obrigá-los ao trabalho diário.

Muitos grupos foram quase exterminados, seus poucos sobreviventes obrigados a refugiar-se no interior; outras tribos encontraram abrigo nas aldeias de catequese dos padres jesuítas. A exploração do trabalho dos nativos continuou a existir, sobretudo em São Paulo. Paralelamente, porém, nas ricas regiões açucareiras, os senhores de engenho decidiram trazer escravos africanos para as suas plantações. Por volta de 1550 teve início a presença negra no Brasil. Menos de três séculos depois, no fim do período colonial, um terço dos brasileiros eram escravos de origem africana.

Nos últimos anos do século XVII foi descoberto ouro na região de Minas Gerais, dando início ao ciclo do ouro (1700-1780), substituindo o ciclo da cana de açúcar. O período entre 1789 e 1808 pode ser visto como uma fase crítica do regime colonial, em virtude das contestações que este sofreu e de reajustamentos econômicos e administrativos. Foram dois fatores mais importantes a indicar a necessidade desses reajustamentos: o receio de Portugal de que o Brasil levasse adiante seus anseios de independência, identificados principalmente na Inconfidência Mineira, de 1789, e na Conjuração Baiana, de 1798; e o novo direcionamento dado às atividades econômicas, com a crise da mineração e o breve retorno da prosperidade agrícola.

Dos tempos do Colégio Palmares, onde estudei de 1980 a 1982, e cujas matérias de história eram ministradas pela educadora Zilda Zerbini Toscano, fundadora dessa escola, e pelo grande mestre César Barreto, que me deu aulas de história aí e no cursinho CPV, preparatório para o vestibular da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 1983.

José Henrique Breda: Associação dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP)

José Henrique Taveira Breda

Nascido em 27/10/1960, em Franca, SP. Com os braços e as pernas paralisados desde o nascimento, aprendeu a pintura com a professora Maria Goret Chagas (pintora com a boca e os pés da associação).

👨🎨 Artista plástico da APBP
Estilo de pintura: Com a boca
Técnica: Acrílica
Título da obra: “Arara brasileira”

APBP Brasil
Arte
A APBP é parte de uma associação internacional de artistas que, devido à sua deficiência física, pintam belas obras de arte com a boca ou os pés. Contatos:
APBP – Rua Tuim, 426 – Moema – São Paulo/ SP – CEP: 04514-101
(11) 5053-5100
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josehbreda@hotmail.com
Telefone: (16) 3723-5668
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Trinta anos esta noite (Trechos)

Aviso aos navegantes

A Gloriosa faz trinta anos em 1994. A palavra “gloriosa”, usada com ironia pelos adversários, virou rótulo sério dos que, em 1964, derrubaram o presidente João Goulart. É como gay, eufemismo (jocoso) de efeminado, que foi assumido por quem é. Desses trapos bandeiras são feitas.
Pouca gente no Brasil era adulta, trinta anos atrás. Se convencionou que adulto é ter 21 anos, maioridade. Ou seja, adulto na época hoje teria média de cinquenta anos. Claro que há, circulando forte e sacudida, gente dessa idade para cima. Mas é minoria no Brasil. Razões várias. O que mais se vê é o pessoal na faixa dos vinte ou trinta anos; e os de idade intermédia, quarenta anos, que eram crianças em 1964, já parecem esquecidos do pouco que então perceberam.

(…)

Música das estrelas, música da terra

Nos intervalos de banho, preparativos, beliscadas de comida, telefonemas etc., antes que a noite se tornasse madura para procurar os amigos e o prazer, ouvi naqueles anos todos, em discos ou no rádio, tudo o que Bach, Mozart e Beethoven haviam composto. Ainda não tinha descoberto, ou melhor, não me sentia particularmente atraído por Wagner, paixão futura. Debussy e Ravel eram para mim mais um instrumento do incomparável Walter Gieseking ao piano. Fiquei profundamente chocado ao saber que ele vestira a camisa da SA nazista. Certamente para agradar, por falta de caráter, e não por ideologia, pois quem tira de Debussy e Ravel aqueles sons nada tem em comum com as brutalidades dos alemães dos 1930 e 1940.

Não tenho educação formal em música. Não aprendi a ler partituras, como Bernard Shaw, a quem o crítico A. B. Walker encontrou, no Museu Britânico, estudando alternadamente O capital, de Marx, e a partitura de Tristão e Isolda, de Wagner. Como, de resto, Marx explicaria o priapicídio de Tristão por Isolda? Sim, Tristão morre afogado nas pudendas de Isolda, a que não pode resistir, traindo sua família, sua honra de cavaleiro, a si próprio, enlouquecendo com um desejo que só faz crescer e cuja única saída é a morte. Isolda preside sobre o seu desfecho, ninando-o com uma canção de amor e morte (Liebestod). A que aberração burguesa, ou aristocrática, Marx atribuiria esse destino? Nem convém pensar. Há uma insolência irritante no esplendor dessa música, como na carta cheia de vanglória que Wagner enviou a Liszt quando completou a ópera (apertado por três mulheres, de que queria se esconder), mas nos rendemos, apesar de tudo.

(…)

Paulo Francis, pseudônimo de Franz Paul Trannin da Matta Heilborn (Rio de Janeiro, 2 de setembro de 1930 – Nova Iorque, Estados Unidos, 4 de fevereiro de 1997). Esse jornalista e crítico era conhecido por sua personalidade polêmica, crítica e satírica, tornando o nome “Paulo Francis” uma das marcas mais influentes do jornalismo brasileiro. Trabalhou na Folha de S. Paulo por 15 anos (1975–1990) e notabilizou-se por suas colunas diretas de Nova York, abordando política internacional com um estilo ácido e polêmico, consolidando-se como uma das vozes mais marcantes do jornal. In “Trinta anos esta noite: 1964, o que vi e vivi”. São Paulo: Companhia das Letras, 1994

Artesanato

Todo dia morremos um pouquinho:
na gaveta a camisa desbotada,
o passado não cabe mais na casa,
e o tempo andou metade do caminho.

Todo dia esquecemos nossa morte:
nas festas sem paixão de fins de tarde,
no prazer que não dura o seu alarde,
as viagens verticais sem passaporte.

Todo dia morremos uma parte.
O corpo sabe disso e quer o mar,
mas perder nos ensina a caminhar
– morrer a cada dia é uma arte.

João Filho (Bom Jesus da Lapa, Bahia, 1975). Vencedor do Prêmio Alphonsus de Guimaraens (2015), concedido pela Biblioteca Nacional pelo livro “A dimensão necessária” (2014), ele é um dos grandes nomes da poesia contemporânea. In “Revista Sombra”, 1ª edição, revista literária que acompanha mensalmente os livros da Pessôa Editora

1.8 [Alexandria]

Amei Alexandria apaixonadamente
Foi naquela cidade que amei como ninguém,
como se ama a verdade e a ilusão quando vêm
a dar quase no mesmo: um coração consente

qualquer ambiguidade à alma quando tem,
como se diz, a vida toda pela frente…
À mais notória condição inconsequente
que um jovem coração cultiva, eu dei também

como o barco à deriva, a quilha sempre pronta
ao naufrágio ideal… Mas não foi à cidade
que eu aportei um dia, a jovem alma tonta,

o corpo amado ao lado: foi àquela metade
do eterno compartido, a joia da vaidade,
doce como um colar de dois, conta por conta…

Bruno Tolentino (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1940 – São Paulo, 27 de junho de 2007) foi um poeta, escritor e polemista brasileiro

Sobre Alexandria leia também:

Konstantinos Kaváfis
Lawrence Durrell
Valdir Sarubbi (“Memórias de Alexandria” – 1998, exposição ocorrida na Paulo Figueiredo Galeria de Arte)