Fotografia

Não amava o amor. Nem as suas provas.
Amava a sua engrenagem. A urdidura
do palco, o holofote cego
com a possibilidade de luz.
A cortina caindo em pano rápido
na boca de cena, sob o coração imaginário
artificial e monitorado, diverso
daquele que batia dentro de si:
sem controle — na bela e na fera.

Armando Freitas Filho (Rio de Janeiro, 1940 – 2024). Finalista ao Prêmio Jabuti 2025 com seu livro de poesia “Respiro”, Editora Companhia das Letras e a cerimônia de premiação está marcada para acontecer em 27 de outubro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Postais

Ideia de filme
para lembrar

figuras

caligrafia remota
desvão de viagem

entrelaço
agudo
ou o
dizer
mesmo

saudade

Manoel Ricardo de Lima (Parnaíba, Piauí, 1970). Finalista ao Prêmio Jabuti 2025 com seu livro de poesia “O lado esquerdo”, Editoras Mórula Editorial, Cultura e Barbárie e a cerimônia de premiação está marcada para acontecer em 27 de outubro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

10/10: Centenário de Poteiro

“Neste ano comemora-se o centenário de nascimento de Antônio Poteiro, artista nascido em Portugal em 1925, que chegou ainda bebê no Brasil e tornou-se um dos mais importantes artistas brasileiros. Radicou-se em Goiânia em 1955. Foi lá que montou a sua oficina onde fazia potes de cerâmica, profissão aprendida com seu pai. Seus potes, à princípio objetos utilitários, assumiriam a condição de autênticas esculturas em cerâmica, produtos da sua fértil imaginação e de um saber fazer primoroso e único. Mais tarde, por influência de artistas goianos, tornou-se pintor. Produziu quadros lindos, lúdicos. Eles têm uma euforia de cores e traço marcante, inconfundível.

Viva Antônio Poteiro que tornou nossas vidas mais alegres e mais leves!”

Edna Matosinho de Pontes

Poteiro (Santa Cristina de Pousa – Portugal, 1925 – Goiânia – GO, 2010) – Antônio Batista de Sousa faleceu aos 84 anos e na data de hoje comemora-se o seu centenário. Chegou ao Brasil ainda bebê. Morou em São Paulo, em Minas Gerais e numa aldeia carajá na ilha do Bananal – TO. Desde 1955 radicou-se em Goiânia, onde montou seu ateliê. Foi padeiro, cozinheiro e faxineiro antes de ser poteiro, ofício que aprendeu com o pai e que iniciou sua relação com a escultura. Ganhando a vida como fabricante de cerâmica utilitária (de onde lhe adveio o epíteto de Poteiro), aos poucos foi imprimindo qualidade artística a seus potes. Com o passar dos anos muitos de seus potes assumiriam a condição de autênticas esculturas em cerâmica, superando pela carga estética sua condição primeira de simples recipientes caseiros para revelar, na forma cada vez mais complexa e na elaborada ornamentação, uma imaginação dominada pelo insólito e o fantástico, antes de que apreendida diretamente da realidade concreta. A pintura viria mais tarde e levou para ela os mesmos elementos utilizados em suas cerâmicas, priorizando uma temática nascida do sonho e do pesadelo.

“Galeria Pontes apresenta seu acervo de Antônio Poteiro” em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=0mq4PbDML8g&t=56s

#galeriapontes #artepopular #artepopularbrasileira #ceramica #pintura #antoniopoteiro #poteiro #institutoantoniopoteiro #santacristinadepousa #portugal #goias #ednamatosinho #caixaculturalsp #caixaculturalfortaleza #marcuslontra

Artes

Evito rimas, recuso acrobacias
apenas do frugal me ocupo inteira:
tomo como medida o arame do varal
e entremeio nele (sensual, promíscua)
toalha de mesa com lençol.

A casa deságua no quintal,
alta se amolda aos ramos das mangueiras.
De quando em vez faz rumo, sai pra rua
(sem pelo) presa pela lua cheia
ou terna atrás de longe realejo.

Fica tudo quarando enquanto
cozinho ou vasculho a cumeeira
(esteio onde é mais vivo o espírito do meu pai)
e escapa das molduras uma aura, um certo enleio
com que apanho luz para as candeias,

com que canto funcionando este tear.

Maria Lúcia Dal Farra (Botucatu, São Paulo, 14 de outubro de 1944). Finalista ao Prêmio Jabuti 2025 com seu livro de poesia “Livro de erros”, Editora Iluminuras, e a cerimônia de premiação está marcada para acontecer em 27 de outubro no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Os dez poetas americanos mais influentes e notáveis, segundo consulta que fiz

Perguntando ao Google ele apontou esses entre os poetas norte-americanos mais acessados na rede:

  1. Walt Whitman (1819-1892): Considerado um dos fundadores da poesia americana, com sua obra Folhas de Relva (1855) e seu estilo inovador que celebra a individualidade e a democracia.
  2. Emily Dickinson (1830-1886): Uma poetisa introvertida e excêntrica, cujos poemas, descobertos após sua morte, foram fundamentais para o desafio das convenções poéticas da época.
  3. T. S. Eliot (1888-1965): Embora também associado ao modernismo britânico, Eliot foi um dos mais influentes poetas e críticos literários americanos do século XX.
  4. Ezra Pound (1885-1972): Um poeta influente e um dos principais mentores do modernismo, com um estilo que muitas vezes era experimental e desafiador.
  5. Sylvia Plath (1932-1963): Uma das vozes mais potentes e reconhecidas da poesia americana, conhecida por seu estilo pessoal e introspectivo.
  6. Maya Angelou (1928-2014): Uma figura proeminente da literatura americana, cujos poemas abordaram temas como identidade, raça e injustiça social.
  7. Edgar Allan Poe (1809-1849): Famoso por seus poemas góticos e sua contribuição para o desenvolvimento do conto e da poesia nos Estados Unidos.
  8. Robert Frost (1874-1963): Um dos poetas mais populares dos Estados Unidos, conhecido por sua poesia lírica que celebrava a vida rural, mas também abordava temas filosóficos.
  9. Langston Hughes (1902-1967): Um poeta fundamental do Renascimento do Harlem, cujos versos celebravam a cultura e a experiência afro-americana.
  10. E. E. Cummings (1894-1962): Conhecido por suas experimentações com a linguagem, a tipografia e a forma poética, desafiando as normas estabelecidas.

Conclui hoje a publicação de poemas deles no blog, tarefa iniciada em 27 de setembro de 2025.

Consultem e boa leitura!