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(Em comemoração aos 6 anos da publicação de “Cartas da alteridade”)

vivo en conversación con los difuntos, y escucho con mis ojos a los muertos.
Francisco de Quevedo

e legou ao filho todos estes mundos
em tantas encadernações, aqui jazem
redivivos, doutos, planos, assombros
gentil cemitério de d. Francisco de Quevedo
abismos em espera, letra insubmissa
corre nestas veias imemoriais, remanso
de passados alheios, contidos, prensados
e meus traços tímidos a lápis, levemente
como hoje fosse este silêncio presente

Edney Cielici Dias (Piacatu, São Paulo, 14 de fevereiro de 1963): “Espaços brancos entre substantivos: diversos, verticais, humilíssimos, incandescentes”. Autor multifacetado, poeta desde sempre, pesquisador, economista, jornalista, professsor, editor, doutor em ciência política. In “Cartas da alteridade”, São Paulo: Selo Demônio Negro, 2020. Este livro consolida de forma singular quatro décadas de suas anotações poéticas. Livro de estreia de um poeta maduro, em compromisso intransigente com a criação e a depuração da linguagem, e expressa uma poética do vivido, de confronto com o transitório, resultado de um exercício de revisão do passado à luz do presente e de ressignificação do presente sob as lentes do passado. O poeta filia-se assim a uma longa tradição existencial, mas com dicção peculiar. Lançado em 22 de outubro de 2020, seu livro “Cartas da alteridade” recebeu acolhida generosa por expoentes da literatura, entre eles o poeta Armando Freitas Filho, o professor Antônio Carlos Secchin, o ficcionista maior Ivan Angelo, e também recebeu destaque no Peru, no blog acadêmico do poeta e professor Pedro Granados, autoridade em poesia hispano-americana. Autor também do livro “Languagem”, São Paulo: Iluminuras, 2024

Para adquirir:

Cartas da alteridade – 22 outubro 2020: https://bit.ly/4oqZ1bI

Languagem – 24 maio 2024: https://bit.ly/4o3fP8i

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 19 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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