Esse conhecido e admirado José contou em entrevista concedida à Edna Matosinho de Pontes em fevereiro de 2013 de onde vinha a sua inspiração para a confecção de suas famosas xilogravuras, e afirmou:
“Vem daqui mesmo do que eu vejo, do que eu sinto, do que eu penso. Do que acontece, das lenda, do folclore. O dia a dia do povo, a convivência, a tristeza, a alegria. Tudo isso dá cordel e dá também gravura”.
J. Borges (Bezerros – PE, 1935 – 2024) – José Francisco Borges, começou cedo pois aos oito anos já trabalhava na terra com o pai. Foi oleiro, confeccionou brinquedos artesanais e vendeu livros de cordel. Nos anos 50 José resolveu que iria escrever cordel e daí partiu para as xilogravuras. Dono de uma técnica própria de colorir as imagens, atendia pedidos para representar cotidiano do pobre, o cangaço, o amor, os castigos do céu, os mistérios, os milagres, os crimes, a corrupção, os folguedos populares, a religiosidade, a picardia, sempre ligados ao povo nordestino. Essa foto foi batida por Edna.