Vindo de Bezerros – PE mais essa pérola dita por um saudoso xilogravurista e cordelista

Esse conhecido e admirado José contou em entrevista concedida à Edna Matosinho de Pontes em fevereiro de 2013 de onde vinha a sua inspiração para a confecção de suas famosas xilogravuras, e afirmou:

“Vem daqui mesmo do que eu vejo, do que eu sinto, do que eu penso. Do que acontece, das lenda, do folclore. O dia a dia do povo, a convivência, a tristeza, a alegria. Tudo isso dá cordel e dá também gravura”.

J. Borges (Bezerros – PE, 1935 – 2024) – José Francisco Borges, começou cedo pois aos oito anos já trabalhava na terra com o pai. Foi oleiro, confeccionou brinquedos artesanais e vendeu livros de cordel. Nos anos 50 José resolveu que iria escrever cordel e daí partiu para as xilogravuras. Dono de uma técnica própria de colorir as imagens, atendia pedidos para representar cotidiano do pobre, o cangaço, o amor, os castigos do céu, os mistérios, os milagres, os crimes, a corrupção, os folguedos populares, a religiosidade, a picardia, sempre ligados ao povo nordestino. Essa foto foi batida por Edna.

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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