Frida, a poetisa

O Posterbook Frida Kahlo da editora Taschen (1995) traz 6 grandes reproduções destacáveis em alta qualidade, formato 31 x 44 cm (De minha biblioteca particular).

Meu Diego:
Espelho da noite.
Teus olhos, espadas verdes
dentro da minha carne,
ondas entre nossas mãos.
Tudo em um espaço repleto de sons,
na sombra e na luz.
Você era chamado de auxo-cromo: aquele que captura a cor.
Eu, cromófore: aquele que dá cor.
Vocês são todas as combinações
dos números
da vida.
Meu desejo é compreender linhas, formas, sombras, movimento.
Você realiza e eu recebo.
Sua palavra percorre a totalidade do espaço e alcança minhas células,
que são minhas estrelas,
e então vai para as suas, que
são minha luz.

Frida Kahlo (Coyoacán, México, 6 de julho de 1907 – 13 de julho de 1954) foi uma pintora mexicana conhecida pelos seus muitos retratos, autorretratos, e obras inspiradas na natureza e artefatos do México. In “Retrospectiva de Frida Kahlo – O diário de Frida Kahlo: Um autorretrato íntimo”

Verso do Poema Sujo fundindo a genialidade de Volpi com as cores e as formas (trecho)

As bandeirinhas são o motivo mais famoso do pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi. Nascido na Itália e radicado em São Paulo, ele retratou a cultura popular brasileira, especialmente as festas juninas, transformando decorações simples em arte abstrata e geométrica de grande sofisticação. Elas apareceram em sua obra na década de 1940. Inicialmente, elas apareciam em cenas festivas, compondo cenários com casarios e fachadas. Com o tempo, o artista estilizou tanto as formas que as bandeirinhas passaram a dominar a tela, transformando-se em composições puramente geométricas marcadas por ritmo visual e cores vibrantes.

[…]
como um monturo de trapos sujos
latas velhas
colchões usados
sinfonias sambas e frevos
azuis de Fra Angelico
verdes de Cézanne
matéria-sonho de Volpi.
Mas sobretudo meu corpo nordestino
mais que isso maranhense
[…]

Ferreira Gullar, pseudônimo de José Ribamar Ferreira (São Luís, Maranhão, 10 de setembro de 1930 – Rio de Janeiro, 4 de dezembro de 2016). Gullar tinha grande admiração por Alfredo Volpi (Lucca, Itália, 14 de abril de 1896 — São Paulo, 28 de maio de 1988) e, além da poesia, o poeta maranhense escreveu textos críticos exaltando como o pintor traduzia a alma brasileira sem precisar apelar para folclores ou obviedades, afirmando que o pintor ensinava a “ser brasileiro sem se preocupar com isso”

Trechos de dois poemas de Egon Schiele

Autorretrato

“Sou por mim e por aqueles para quem a sede ébria de liberdade presenteia tudo comigo, e também por todos, porque a todos amo — amor.
Estou entre os mais nobres e entre aqueles que correspondem.
Aquele que mais corresponde
Sou humano, amo a morte e amo a vida.”

(1910)

Sol

“Provar o rubor, cheirar os sonolentos ventos brancos, olhá-lo no universo: sol.
Contemple as estrelas amarelas e brilhantes, até você se sentir bem e ter que bloquear o piscar.
Mundos cerebrais brilham em suas cavernas.”

Célebre estrofe publicada na coletânea Ich ewiges kind (Eu, eterno menino)

Egon Schiele (Tulln an der Donau , Áustria, 12 de junho de 1890 — Viena , Áustria, 31 de outubro de 1918) foi um pintor expressionista austríaco. Esses poemas refletem a mesma intensidade visceral de sua arte visual, explorando o corpo, a liberdade e a agonia da existência. Escritos no início do século XX, seus textos ganharam publicações póstumas e traduções internacionais

Eterna Marilyn!

Marilyn Monroe, 100 anos, foi uma atriz, modelo e cantora norte-americana. Como estrela de cinema de Hollywood, é um dos maiores símbolos sexuais do século XX, imortalizada pelos cabelos loiros e as suas formas voluptuosas. Inicialmente, ficou famosa por interpretar personagens cômicos, tornando-se sucesso no cinema.

Marilyn casou-se três vezes e Arthur Miller (Harlem, Nova Iorque, Estados Unidos, 17 de outubro de 1915 – Roxbury, Connecticut, Estados Unidos, 10 de fevereiro de 2005), com quem foi casada de 1956 a 1961, aparece nessa foto acima com ela. Esse renomado dramaturgo norte-americano foi com quem a atriz teve o casamento mais longo, terminando em divórcio no ano anterior a morte dela.

Marilyn Monroe, nascida Norma Jeane Mortenson (Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos, 1 de junho de 1926 – 4 de agosto de 1962)

Ver

Lo azul, lo azul se elevó, se elevó y cayó.
Lo puntiagudo, lo sutil silbó y penetró, pero no perforó.
En todos los rincones retumbó.
Lo pardo espeso permaneció suspendido aparentemente por
toda la eternidad.
Aparentemente, aparentemente.
Debes separar más tus brazos.
Separarlos más. Separarlos más.
Y cubre tu cara con rojo paño.
Puede que ello no se perturbe en modo alguno y que sólo tú
te perturbes.
Blanco salto, después de blanco salto.
Y después de ese blanco salto, un blanco salto.
No está precisamente bien que no veas lo turbio: en lo turbio
estribas justamente eso.
Pues allí comienza todo —
— reventó

Wassily Kandinsky (Moscou, Império Russo, 16 de dezembro de 1866 — Neuilly-sur-Seine, França, 13 de dezembro de 1944), foi um artista plástico russo, professor da Bauhaus e introdutor da abstração no campo das artes visuais. Apesar da origem russa, adquiriu a nacionalidade alemã em 1928 e a francesa em 1939.[1]Traducción de Alcira Nélida Baixio. Traducción de Alcira Nélida Baixio. In “Mirada retrospectiva y otros textos 1912-1922”. Buenos Aires. Emecé Editores. 1979