O negro que fala de rios

(Para W. E. B. DuBois)

Conheci muitos rios:

Conheci rios velhos como o mundo, e mais velhos que o sangue correndo nas veias humanas.

Minha alma sulcou fundo como os rios.

Banhei no Eufrates quando as madrugadas eram jovens.
Fiz minha cabana perto do Congo, que me ninava para dormir.
Vi o Nilo, e ergui as pirâmides para poder contemplá-lo.
Ouvi o Mississippi cantar quando Abe Lincoln desceu para Nova Orleans, e vi suas dobras de lama ficarem douradas com o pôr do sol.
Conheci muitos rios:
Antigos e escuros rios.

Minha alma sulcou fundo como os rios.

Langston Hughes (Joplin, Missouri, Estados Unidos, 1 de fevereiro de 1902 – Nova Iorque, Estados Unidos, 22 de maio de 1967). “The negro speaks of rivers”. In “The weary blues”, 1926

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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