Eu gosto muito de cachorro vagabundo
Que anda sozinho no mundo
Sem coleira e sem patrão
Gosto de cachorro de sarjeta
Que quando escuta a corneta
Sai atrás do batalhão
Eu gosto muito de cachorro vagabundo
Que anda sozinho no mundo
Sem coleira e sem patrão
Gosto de cachorro de sarjeta
Que quando escuta a corneta
Sai atrás do batalhão
E por falar em cachorro
Sei que existe lá no morro
Um exemplar
Que muito embora não sambe
Os pés dos malandros lambe
Quando eles vão sambar
E quando o samba já está findo
Vira-lata está latindo a soluçar
Saudoso da batucada
Fica até de madrugada
Cheirando o pó do lugar
Eu gosto muito de cachorro vagabundo
Que anda sozinho no mundo
Sem coleira e sem patrão
Gosto de cachorro de sarjeta
Que quando escuta a corneta
Sai atrás do batalhão
Eu gosto muito de cachorro vagabundo
Que anda sozinho no mundo
Sem coleira e sem patrão
Gosto de cachorro de sarjeta
Que quando escuta a corneta
Sai atrás do batalhão
E até mesmo entre os caninos
Diferentes os destinos
Costumam ser
Uns têm jantar e almoço
E outros nem sequer um osso
De lambuja pra roer
E quando passa a carrocinha
A gente logo adivinha a conclusão
O vira-lata, coitado
Que não foi matriculado
Desta vez virou sabão
Eu gosto muito de cachorro vagabundo
Que anda sozinho no mundo
Sem coleira e sem patrão
Gosto de cachorro de sarjeta
Que quando escuta a corneta
Sai atrás do batalhão
Eu gosto muito de cachorro vagabundo
Que anda sozinho no mundo
Sem coleira e sem patrão
Gosto de cachorro de sarjeta
Que quando escuta a corneta
Sai atrás do batalhão
Eu gosto muito de cachorro vagabundo
Que anda sozinho no mundo
Sem coleira e sem patrão
Gosto de cachorro de sarjeta
Que quando escuta a corneta
Sai atrás do batalhão
Alberto Ribeiro (Rio de Janeiro, 27 de agosto de 1902 — Rio de Janeiro, 10 de novembro de 1971). Música magistralmente interpretada por Carmen Miranda (Marco de Canaveses, Porto, Portugal, 9 de fevereiro de 1909 – Beverly Hills, Califórnia, Estados Unidos, 5 de agosto de 1955)
Notas: Alberto Ribeiro tornou-se nome de rua no bairro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. E Carmen Miranda, apelidada de “Brazilian Bombshell”, participou no Brasil de cinco filmes musicais carnavalescos como Alô, Alô, Brasil! (1935) e Alô, Alô, Carnaval (1936) e nos Estados Unidos fez um total de catorze filmes entre as décadas de 1940 e 1950, nove deles somente na 20th Century Fox.