Uma coisa em nós é rasa e profundamente igual.
Queremos ser felizes.
O mais grave dos homens,
se vir no prato um ovo de duas gemas,
ainda que de boca fechada, sorrirá.
Tudo guarda um sinal,
tudo é escritura, código, aviso,
voz que de outra maneira soa.
De seu lugar, o retrós, o albatroz
até o fim dos tempos falarão.
A borboleta, só de abrir e fechar as asas,
está falando.
Não se faz poesia apenas com palavras;
poemas, sim, mas quem precisa deles?
Adélia Prado (Divinópolis, Minas Gerais, 13 de dezembro de 1935). In “O jardim das oliveiras”, Editora Record, 2025
Autor: ematosinho
Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).
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