Dois poemas do filósofo, poeta lírico e romancista alemão Hölderlin

A árvore

Quando menino, tímido te plantei
     Bela planta! quão diferentes nos vemos
Magnífica estás                              e 
     como um menino.

§

Metade da vida

Peras amarelas
E rosas silvestres
Da paisagem sobre a Lagoa.
Ó cisnes graciosos,
Bêbedos de beijos,
Enfiando a cabeça
Na água santa e sóbria!

Ai de mim, aonde, se
É inverno agora, achar as
Flores? E aonde
O calor do sol
E a sombra da terra?
Os muros avultam
Mudos e frios; à fria nortada
Rangem os cata-ventos.

Friedrich Hölderlin (Lauffen am Neckar, Alemanha, 20 de março de 1770 — Tübingen, Alemanha, 7 de junho de 1843). “A árvore”, organização e tradução Paulo Quintela. Coimbra: Atlântida, 1959 e “Metade da vida”, tradução Manuel Bandeira, in “Estrela da vida inteira”. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1966

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *