Cabocla Jurema

Cabocla
Seu penacho é verde
Seu penacho é verde
É da cor do mar

É cor da Cabocla Jurema
É cor da Cabocla Jurema
É cor… da Cabocla Jurema
Jurema

É cor da Cabocla Jurema
É cor da Cabocla Jurema
É cor da Cabocla Jurema
Jurema

Quem rola pedra
Na pedreira
É Xangô

Quem rola pedra
Na pedreira
É Xangô

É cor da Cabocla Jurema
É cor da Cabocla Jurema
É cor da Cabocla Jurema
Jurema

À tarde…
Quando de volta da serra…
Os pés sujinhos de terra
Vejo a cabocla passar

As flores vem pra
Beira do caminho
Para ver aquele jeitinho
Que ela tem de caminhar

E quando…
Ela na rede adormece
O seio moreno esquece
De na camisa…
Ocultar

As rolas…
As rolas…
Também morenas
Cobrem o colo de penas
Para ele…
Se agasalhar

A Noite…
Dos seus cabelos
Os brancos
São feitos de pirilampos
Que as estrelas…
Querem cegar

E as águas do rio
Que vão passando
Fitam seus olhos
Castanhos
Que já chegaram ao mar

Com ela dorme
Toda a natureza
Emudece a correnteza
Fica o céu
Todo apagado

Somente
Com o nome dela
Na boca
Pensando nessa
Cabocla
Fica o caboclo
Acordado.

Maria Rosa Canellas, conhecida por Rosinha de Valença (Valença, Rio de Janeiro, 30 de julho de 1941 — Valença, Rio de Janeiro, 10 de junho de 2004). Interpretado por Maria Bethânia (Santo Amaro, Bahia, 18 de junho de 1946) em seu disco “Brasileirinho” lançado em 2006

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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