“Quando eu era criança, o futuro ia ser radioso, tudo ia ser limpo, o futuro ia ser feliz, tudo no futuro ia acontecer melhor. Agora, o futuro é a a da bomba, a ameaça da fome, a ameaça da superpopulação e da poluição. E, já não se fazem futuros como antigamente.”
“Um país só tem verdadeira liberdade de expressão quando um homem pode dizer em público, em alto, tudo o que lhe vem à cabeça ao bater com o martelo no dedo.”
“Dividimo-nos orgulhosamente em 60% de analfabetos, 40% de ignorantes e o resto de governantes.”
“É preciso ter coragem. E preciso dar pseudônimos aos bois.”
“Existe coisa mais sóbria do que uma garrafa de uísque?”
“E me desculpem, mas começou o verão: agora eu vou me bronzear ao sol da liberdade.“
“Deus, no sétimo dia, descansou. Aí, choveu paca e não deu praia.”
“Que seria dos economistas se não fosse a extrema miséria do mundo?”
“Viver é desenhar sem borracha.”
Millôr Fernandes (Rio de Janeiro, 16 de agosto de 1923 — Rio de Janeiro, 27 de março de 2012). In “Reflexões sem dor”, São Paulo: Edibolso, 1977
“Responsabilidade, para com a vida. Bonito é isso”. Frase num muro próximo à feira livre – Santo Antônio de Jesus – BA. Fotografado e postado no Instagram por Edmar Pinto Costa (@edmarpintocosta)… Eu acrescento:
“Escrever é uma vida vivida
Que o papel recebe
E afaga quando lido e relido
O tempo se transforma e nos molda”…