Millôr Fernandes: 9 reflexões sem dor

“Quando eu era criança, o futuro ia ser radioso, tudo ia ser limpo, o futuro ia ser feliz, tudo no futuro ia acontecer melhor. Agora, o futuro é a a da bomba, a ameaça da fome, a ameaça da superpopulação e da poluição. E, já não se fazem futuros como antigamente.”

“Um país só tem verdadeira liberdade de expressão quando um homem pode dizer em público, em alto, tudo o que lhe vem à cabeça ao bater com o martelo no dedo.”

“Dividimo-nos orgulhosamente em 60% de analfabetos, 40% de ignorantes e o resto de governantes.”

“É preciso ter coragem. E preciso dar pseudônimos aos bois.”

“Existe coisa mais sóbria do que uma garrafa de uísque?”

“E me desculpem, mas começou o verão: agora eu vou me bronzear ao sol da liberdade.“

“Deus, no sétimo dia, descansou. Aí, choveu paca e não deu praia.”

“Que seria dos economistas se não fosse a extrema miséria do mundo?”

“Viver é desenhar sem borracha.”

Millôr Fernandes (Rio de Janeiro, 16 de agosto de 1923 — Rio de Janeiro, 27 de março de 2012). In “Reflexões sem dor”, São Paulo: Edibolso, 1977

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

Um comentário em “Millôr Fernandes: 9 reflexões sem dor”

  1. “Responsabilidade, para com a vida. Bonito é isso”. Frase num muro próximo à feira livre – Santo Antônio de Jesus – BA. Fotografado e postado no Instagram por Edmar Pinto Costa (@edmarpintocosta)… Eu acrescento:
    “Escrever é uma vida vivida
    Que o papel recebe
    E afaga quando lido e relido
    O tempo se transforma e nos molda”…

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