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Um dos poemas de Portinari no Projeto Centenários (Metrô Higienópolis/ Mackenzie)
Painel na parede da estação Higienópolis/ Mackenzie, Linha 4 – Amarela do Metrô
Nada tenho para dar Nem mesmo o tempo É limitado e é consumido Com o trabalho
Poucos são aqueles a quem falo E muitos me procuram por nada. Se tivesse Continuado a soltar papagaio
Seria livre como as andorinhas Não entenderia os homens Teria pena deles e de mim Saberia a vida do vento
E a época dos vaga-lumes Com as suas lanterninhas. Saberia as idades Das nuvens e os dias de arco-íris.
“Café” (1935) é uma obra-prima de Candido Portinari, óleo sobre tela (130 x 195 cm), que retrata a dureza do trabalho nas lavouras cafeeiras paulistas, destacando trabalhadores negros e imigrantes com pés exagerados (raízes), simbolizando sua ligação com a terra. A obra, que recebeu menção honrosa no Instituto Carnegie, está no Museu Nacional de Belas Artes. Entre as suas principais Características está a temática social, retratando a labuta, homens carregando sacos e mulheres na colheita, focando na força do trabalho braçal. E também o fato dos trabalhadores terem pés disformes e grandes, que o artista descreveu como “terríveis e pacientes”, representando o esforço de marcha e a união com o solo. Essa pintura ajudou a consolidar Portinari no cenário internacional, ganhando prestígio no Instituto Carnegie em Pittsburgh, EUA.
Candido Portinari (Brodowski, São Paulo, 29 de dezembro de 1903 – Rio de Janeiro, 6 de fevereiro de 1962) foi um artista plástico brasileiro, considerado um dos mais importantes pintores de nosso pais de todos os tempos, sendo o que mais alcançou projeção internacional. A exposição imersiva ‘Parada Portinari’, que integra o Projeto Centenários, conta com a exibição do Carrossel Raisonné com projeção de mais de 5 mil obras de Portinari, além de 44 réplicas das obras do pintor distribuídas pela estação Higienópolis/ Mackenzie, Linha 4 – Amarela do Metrô de São Paulo. A exposição foi viabilizada pelo Grupo CCR em parceria com o Projeto Portinari e busca proporcionar ao público uma forma de democratização do acesso à cultura
Autor: ematosinho
Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).
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