Por isso somos quem somos,
Estrelas de um só momento,
Mas cujo brilho ameaça
A ordem do firmamento
Volto armado de amor
Para trabalhar cantando
Na construção da manhã.
Reparto minha esperança
E canto a clara certeza
Da vida nova que vem.
Um dia, a cordilheira em fogo,
Quase calaram para sempre
O meu coração de
companheiro.
Mas atravessei o incêndio
E continuo a cantar.
Ganhei sofrendo a certeza
De que o mundo não é só
meu.
Mais que viver, o que importa
É trabalhar na mudança
(antes que a vida apodreça)
do que é preciso mudar.
Cada um na sua vez,
Cada qual no seu lugar.
Thiago de Mello (Barreirinha, Amazonas, 30 de março de 1926 – Manaus, Amazonas, 14 de janeiro de 2022)
Poema enviado pela amiga Maria Isabel Pellegrini Vergueiro
Autor: ematosinho
Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).
Ver todos posts por ematosinho