Andei esquecida da morte
anos e anos
numa graça de amor
numa harmonia de fontes cantar
e que mais canta
Andei esquecida da morte
dias e noites
— o tempo mais não é que sol e sombra
Andei esquecida da morte
— o coração tornado nova estrela
Andei a viver!
Merícia de Lemos (Beira, Moçambique, 24 de abril de 1918 – Paris, França, 1996), In “Tangentes”. Comenta Carlos Mendonça Lopes, do site “Vicio da poesia”: A obra de Merícia de Lemos (1913-1996 (?)) é uma obra poética decantada de excessos retóricos onde por vezes o verso cintila, e poemas há que são uma absoluta revelação do eu pela palavra
Autor: ematosinho
Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 19 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).
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