A poesia em prosa de José Lins

O açude de pedra… As águas paradas onde os marrequinhos nadavam. A sombra dos cajueiros nas tardes quentes de sol. E eu ali, menino de engenho, vendo o mundo passar, no silêncio daquela imensidão verde.

José Lins do Rêgo (Pilar, Paraíba, 3 de junho de 1901 — Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1957) foi um escritor brasileiro que, ao lado de Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz e Jorge Amado, figura como um dos romancistas regionalistas mais prestigiosos da literatura nacional. Ele não publicou livros de poemas em verso. Ele é célebre como romancista da Geração de 1930, mas sua prosa é considerada “poesia em prosa” devido ao forte lirismo, à musicalidade e ao ritmo poético presentes na sua narrativa. Acima trecho adaptado de “Menino de Engenho”, sua obra mais famosa

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 19 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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