O sol brilhava sobre o mar,
brilhando com toda a sua força:
fazia o possível para deixar
as ondas lisas e brilhantes —
e isso era estranho, porque era
plena madrugada.
A lua brilhava emburrada,
porque achava que o sol
não tinha o que estar ali
depois do dia ter terminado
— “É muita falta de educação da parte dele”, disse ela,
“vir estragar a diversão!”
Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido pelo seu pseudônimo Lewis Carroll (Daresbury, 27 de janeiro de 1832 — Guildford, 14 de Janeiro de 1898) que além de ter criado o mundo de “Alice no País das Maravilhas”, Lewis Carroll também é famoso por seus poemas nonsense. In “Alice através do espelho – e o que ela encontrou lá”. Essa segunda aventura de Alice a leva através do espelho para um lugar ainda mais curioso que o País das Maravilhas. Ela se vê envolvida no grande jogo de xadrez do espelho e parte em busca de se tornar rainha. Não é tão fácil quanto ela imagina: a cada passo, ela é atrapalhada por personagens sem sentido que surgem e insistem em recitar poemas