há coisa mais triste que um trem?
parte em sua hora
percorre a mesma estrada
fazendo o mesmo barulho
nada mais triste que um trem
ou talvez um cavalo de tração
em rédeas, contido entre barras
olhar direcionado para a frente
uma vida de apenas seguir
e o homem? ele não é triste?
aquele que vive em solidão
o que crê no fim de seu tempo
também esse homem é coisa triste
Primo Levi (Turim, Itália, 31 de julho de 1919 — Turim, Itália, 11 de abril de 1987). Poema de 1946, tradução de Edney Cielici Dias (Poeta devotado ao ofício da palavra, é doutor em ciência política, economista, jornalista e editor)
Veja a postagem e a versão original do poema em: https://ventiladorliterario.com/ventilador-liter%C3%A1rio/f/a-segunda-feira-dos-homens-tristes-um-poema-de-primo-levi
Autor: ematosinho
Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).
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