Poema de Cintia Alves

Há dias
Em que o choro se represa
Encarcerado entre as paredes da garganta
Apreendido detrás dos olhos
Há dias
Em que a dor
É tudo o que há
A explosão é contida
Assim como os soluços
Sento-me e espero
Calma
A chegada da tempestade
Não há como conter a tempestade
Ela demole
Ela arrasta
Ela traga
A tempestade surge ruidosa
E avassaladora
Quebra paredes
Arrebenta as represas
Liberta as águas
que, então,
podem correr.

Cintia Alves – Nascida em 1972, dramaturga, roteirista, diretora teatral e pesquisadora de acessibilidade estética. Gestora do Museu Vozes Diversas.

www.instagram.com/cintiaalvesdramaturga

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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