Outras memórias – 1948

“O tucupi que era retirado da massa da mandioca era colhido em bacias ou alguidares e era deixado de lado para decantar. Ia descendo lentamente para o fundo um polvilho de cor muito branca. Era chamada tapioca e, depois de separada do líquido e posta para secar, servia para fazer farinha, goma de tacacá e muitas outras coisas. O líquido amarelo chamado simplesmente de tucupi serviria depois também para comidas diferentes como o tacacá e o pato no tucupi. Tem um gosto meio azedo e um ativo sabor.”

In: Estórias paralelas, 1999, 140 páginas

Gravura em metal do artista paraense Valdir Sarubbi e seu livro inédito – acervo família Sarubbi – edição póstuma

Valdir Sarubbi (Bragança, Pará, 10 de outubro de 1939 – São Paulo, 8 de novembro de 2000)

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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