Le Corbusier

         II

Risco à régua
um ritmo reto
retém o rumo
rude da pedra

milimetrado voo
via viaduto vão
respira a planta
trevo sem trégua

calado cálculo
concreto decalca
as ruas na cal
calçadas: calmas

avenidas claras
avançam: vazias
janelas vidradas
fachadas frágeis

pilotis plantados
cubos de granito
blocos de cimento
fixos: edifícios

iluminados traços
de alumínio: vivos
veículos vestidos
de ferros e vidros

gestos e linhas
vínculos e vigas
faixas e listras
cinética imagem

cidade.

Armando Freitas Filho (Rio de Janeiro, 1940), In “Dual” (1966). Tirado da internet em um site que apresenta uma seleção de cinco poemas dele com curadoria de Luís Araujo Pereira

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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