Noite

Brilho escuro, nunca vi:
Ou será que a noite não tem brilho?
Sinto algo que tem luz, em meus olhos.
_ Talvez seja o resto da intensa iluminação da cidade morta.
Em minhas fugas pelo luar…
… Só vejo vagalumes e a sua imagem me excitando na escuridão,
Faz que eu bloqueie meus passos e sente perto de algo escuro nesta noite que não vejo.
_ O que vejo é a sua imagem tentadora, que me excita.
Algo se mexe num arbusto, nem ligo, a imagem é iluminada pela luz armazenada e você está rodando e como sempre me censurando, com isso, meu amor à desobediência reina – como é normal em todos os homens.
Nem sei o que tu me censuras, mas seja o que for não escutarei, pisarei nela e a chuparei para dentro de mim.
Jogarei-a para as profundezas da noite, e quem sabe, sozinho, pensarei na própria escuridão
Pois o resto de luz foi-se também.

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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