Canto de regresso à pátria (Quebrado em dois por mim)

Uma metade

Minha terra…
Onde gorjeia…
Os passarinhos…
Não cantam…

Minha terra…
E quase que…
Minha terra…
Minha terra…

Ouro terra…
Eu quero…
Não permita…
Sem que…

Não permita…
Sem que volte…
Sem que veja…
E o progresso…

Outra metade

… tem palmares
… o mar
… daqui
… como os de lá

… tem mais rosas
… mais amores
… tem mais ouro
… tem mais terra

… amor e rosas
… tudo de lá
… Deus que eu morra
… volte para lá

… Deus que eu morra
… pra São Paulo
… a Rua 15
… de São Paulo

Oswald de Andrade (São Paulo, 11 de janeiro de 1890 — São Paulo, 22 de outubro de 1954). Publicado em 1924 na revista “Pau Brasil” e depois, no livro homônimo (“Poesia Pau Brasil”), em 1925. O texto é intertextual ao poema “Canção do exílio”, escrito em 1843 por Gonçalves Dias. Além de Oswald de Andrade, Casimiro de Abreu também fez uma paródia do poema “Canção do exílio” de Gonçalves Dias, que começa com os versos “Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá”

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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