Em minha pequena biblioteca consta também o livro intitulado “Prisioneiro de uma canção”, de Plínio Marcos, lançado em 1982. Brochura de capa amarela e lindamente ilustrado por Flávio Roberto de Barros com uma cena circense e com a seguinte dedicatória, que consegui quando comprei do autor em sua banquinha instalada no Centro Cultural de São Paulo: “Ao amigo Eduardo”. É um livro de memórias, em edição do autor, cuja contracapa diz “é a tragicômica história de um sujeito em busca do autoconhecimento”. Essa bela obra relata em cinco contos autobiográficos a trajetória desse santista que dizia em uma entrevista publicada originalmente em 20 de agosto de 1973 na revista Veja – Edição 260: “Eu sou um teatrólogo”. Obra recheada com inúmeros personagens e histórias. O ponto de partida é uma canção popular, que persegue o autor: “Uma duas angolinhas / Finca o pé na pampolinha / O rapaz que jogo faz? / Faz o jogo do capão / Diga lá Mané João / Que retire seu dedinho / Senão vai um beliscão”. Plínio foi meu vizinho na Rua Maranhão e seu filho Leo Lama estudou comigo no Colégio Palmares no início dos anos 80.
Plínio Marcos (Santos, São Paulo, 29 de setembro de 1935 – São Paulo, 19 de novembro de 1999)