Prisioneiro de uma canção

Em minha pequena biblioteca consta também o livro intitulado “Prisioneiro de uma canção”, de Plínio Marcos, lançado em 1982. Brochura de capa amarela e lindamente ilustrado por Flávio Roberto de Barros com uma cena circense e com a seguinte dedicatória, que consegui quando comprei do autor em sua banquinha instalada no Centro Cultural de São Paulo: “Ao amigo Eduardo”. É um livro de memórias, em edição do autor, cuja contracapa diz “é a tragicômica história de um sujeito em busca do autoconhecimento”. Essa bela obra relata em cinco contos autobiográficos a trajetória desse santista que dizia em uma entrevista publicada originalmente em 20 de agosto de 1973 na revista Veja – Edição 260: “Eu sou um teatrólogo”. Obra recheada com inúmeros personagens e histórias. O ponto de partida é uma canção popular, que persegue o autor: “Uma duas angolinhas / Finca o pé na pampolinha / O rapaz que jogo faz? / Faz o jogo do capão / Diga lá Mané João / Que retire seu dedinho / Senão vai um beliscão”. Plínio foi meu vizinho na Rua Maranhão e seu filho Leo Lama estudou comigo no Colégio Palmares no início dos anos 80.

Plínio Marcos (Santos, São Paulo, 29 de setembro de 1935 – São Paulo, 19 de novembro de 1999)

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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