Trecho de uma das Cartas portuguesas

Estou viva, infiel que sou! E faço tanto para
conservar a minha vida como para perdê-la! Ah!, morro de
vergonha! O meu desespero estará então apenas nas minhas
cartas? Se te amasse tanto como mil vezes te tenho dito, não teria
já morrido há muito tempo?
Enganei-te!, e és tu que te deves queixar de mim. Ai de
mim!, e porque o não fazes? Vi-te partir, não posso ter esperança
de te ver voltar, e, no entanto, respiro! Enganei-te, afinal, e peço
o teu perdão.

Sóror Mariana Alcoforado, pseudônimo de Mariana Mendes da Costa Alcoforado ou Mariana Vaz Alcoforado (Beja, Santa Maria da Feira, Portugal, 22 de abril de 1640 – Beja, Portugal, 28 de julho de 1723). In “Cartas portuguesas”, p. 47

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *