Edney Cielici Dias | “Espaços brancos entre substantivos: diversos, verticais, humilíssimos, incandescentes”

Edney é, entre tantos predicativos, um poeta devotado ao ofício da palavra. Economista, mestre e doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo, jornalista, editor e escritor. Tem 2 livros de poesia lançados.

Abaixo, as resenhas e os links pra comprar seus livros:

Cartas da alteridade – 22 outubro 2020

Cartas da alteridade consolida de forma singular quatro décadas de anotações poéticas de Edney Cielici Dias. Não se trata de uma antologia ou algo similar, mas de um exercício de revisão do passado à luz do presente, ou de uma ressignificação do presente sob as lentes do passado. A literatura daí resultante é expressão do vivido, do confronto com o transitório na busca da transcendência; filia-se assim a uma longa tradição existencial da poesia, mas com uma dicção pós-moderna peculiar. É o livro de estreia de um poeta maduro, em um compromisso intransigente com a criação e a depuração da linguagem.

https://bit.ly/4oqZ1bI

Languagem – 24 maio 2024

Eis um poeta. Dos que procuram o som e o senso das palavras. Dos que fazem do poema uma viagem, um desafio, um mergulho, uma graça. Dos que se aplicam à tarefa de compor a massa teimosa de ideias e palavras com a paciência, o orgulho e a humildade do artesão.
[…]
Finda a leitura, fica a percepção de que o poeta realizou neste livro seu objetivo de destilar sua poesia, considerando essa palavra como depuração: determinada, buscada, teimosa, obsessiva.
Ivan Angelo, escritor

Languagem é um presente, um elogio à inteligência, ao talento, à cultura, à erudição, à arte. Sou suspeito, suspeitíssimo para falar deste livro, que conheço desde a sua fecundação. Generoso, Edney volta e meia me manda densas pílulas do seu fazer poético. Aliás, “fazer poético” é, na essência, um pleonasmo, visto que “poesia” vem do latim “poesis”, que, por sua vez, vem do grego “poíesis”, que significa “fazer”, “produzir”. E Edney faz, produz. Como um Cabral, mexe e remexe até que o prazo estoure, o que o obriga a entregar os originais, do contrário ele os alteraria e alteraria e alteraria. Essa inquietação no fazer se vê nas soluções (meta)linguísticas que Edney encontra, por exemplo, no antológico Notas Laterais, em que italiano e português se misturam em versos que metaforizam a metáfora e criam intensos focos de luz poética e linguística. Pois é aí que está o busílis de toda a obra de Edney, que dá à velha questão forma/conteúdo forma e conteúdo ímpares. Languagem é a própria sagração da linguagem criativa, inventiva, subversiva, criativamente subversiva. Como se sabe, a subversão da linguagem não é por si só uma virtude. Subversão sem criatividade é simplesmente um equívoco, um engano, um engodo. Em Languagem , nada sobeja. Destaque-se também o comovente trabalho operário de Edney na elaboração de poemas de clara inspiração concretista, na melhor “tradição” do que fizeram os nossos mestres dessa escola literária. Prepare o fôlego, caro leitor!
Pasquale Cipro Neto, linguista e professor

https://bit.ly/4o3fP8i

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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