Gripe cura com limão
Jurubeba é pra azia
Do jeito que a coisa vai
Boteco do Arlindo vira drogaria
O médico tava com medo que o meu figueiredo
Não andasse bem
Então receitou jurubeba
Alcachofra de quebra
Carqueja também
Embora fosse homeopatia a grana que eu tinha era só dois barão
Mas o Arlindo é pai d’égua, foi passando a régua
Fiquei logo bom
Gripe cura com limão
Jurubeba é pra azia
Do jeito que a coisa vai
Boteco do Arlindo vira drogaria
Enviu pra conjuntivite
Licor pra bronquite
Cerveja pros rins
Traçados e rabos de galo pra todos os males e todos os fins
O Juca chegou lá no Arlindo se desmilinguindo, querendo apagar
Tomou batida de jambo, recebeu o rango
E botou pra quebrar
Gripe cura com limão
Jurubeba é pra azia
Do jeito que a coisa vai
Boteco do Arlindo vira drogaria
Batida de erva cidreira
Se der tremedeira ou palpitação
Pra quem tá doente do peito faz um grande efeito
Licor de agrião
E toda velhice se acaba se der catuaba pro velho tomar
Meu tio bebeu lá no Arlindo e saiu tinindo pra ir furunfar
Gripe cura com limão
Jurubeba é pra azia
Do jeito que a coisa vai
Boteco do Arlindo vira drogaria
Composta por Maria do Zeca (Rio de Janeiro) – Nei Lopes (Rio de Janeiro, 9 de maio de 1942) e interpretada por João Nogueira (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1941 — Rio de Janeiro, 5 de junho de 2000)