Boteco do Arlindo

Gripe cura com limão
Jurubeba é pra azia
Do jeito que a coisa vai
Boteco do Arlindo vira drogaria

O médico tava com medo que o meu figueiredo
Não andasse bem
Então receitou jurubeba
Alcachofra de quebra
Carqueja também
Embora fosse homeopatia a grana que eu tinha era só dois barão
Mas o Arlindo é pai d’égua, foi passando a régua
Fiquei logo bom

Gripe cura com limão
Jurubeba é pra azia
Do jeito que a coisa vai
Boteco do Arlindo vira drogaria

Enviu pra conjuntivite
Licor pra bronquite
Cerveja pros rins
Traçados e rabos de galo pra todos os males e todos os fins
O Juca chegou lá no Arlindo se desmilinguindo, querendo apagar
Tomou batida de jambo, recebeu o rango
E botou pra quebrar

Gripe cura com limão
Jurubeba é pra azia
Do jeito que a coisa vai
Boteco do Arlindo vira drogaria

Batida de erva cidreira
Se der tremedeira ou palpitação
Pra quem tá doente do peito faz um grande efeito
Licor de agrião
E toda velhice se acaba se der catuaba pro velho tomar
Meu tio bebeu lá no Arlindo e saiu tinindo pra ir furunfar

Gripe cura com limão
Jurubeba é pra azia
Do jeito que a coisa vai
Boteco do Arlindo vira drogaria

Composta por Maria do Zeca (Rio de Janeiro) – Nei Lopes (Rio de Janeiro, 9 de maio de 1942) e interpretada por João Nogueira (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1941 — Rio de Janeiro, 5 de junho de 2000)

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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