Performance do meu grande amigo Adir Sodré (cuiu2002).

Performance do artista mato-grossense Adir Sodré nascido em Rondonópolis em 1962. Esse artista mantém um diálogo constante com aspectos da história da arte, fazendo referências a vários artistas importantes como Henri Matisse (1869-1954), Vincent van Gogh (1853-1890) e Diego Velázquez (1599-1660).
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MMC Zero: Drawing

Marcelo Maria de Castro dedica integralmente seu tempo as artes plásticas, como pintor, desenhista, gravurista e professor.

Castro tem um estilo intenso, subjetivo e surpreendente. Retrata a figura humana em obras contemporâneas caracterizadas pela harmônica efusão de cores fortes e contrastantes. Com caráter narrativo e autobiográfico sugere interpretações expressionistas da realidade tratando a forma pelo gesto combinadas com pinceladas fortes e rítmicas. Com formação heterodoxa nos últimos cinco anos, o desenvolvimento do seu pensamento pictórico incluiu a utilização de técnicas mistas sobre tela, madeira, painéis e murais. Em seu atelier, localizado no Panamby, em São Paulo.

Marcelo Maria de Castro tem experiência como artista e professor para públicos diversificados – incluindo desenho arquitetônico e ensino de artes visuais. Integra o quadro de professores na Escola Panamericana de Arte e Design.

Seu portfólio já foi apresentado em exposições individuais e coletivas no Brasil e no Exterior. Procura atualizar constantemente seu repertório em viagens artísticas por galerias, museus e ateliers de artistas no Brasil, Europa e América do Norte. As obras de Cézanne, André Derain, Richard Diebenkorn atuam como fonte de inspiração e referências importantes. Faz questão de dialogar e interagir com artistas renomados tais como Judith Lauand, Paulo Pasta, Dale Nally, Fernando Leitão, Enrique Lipszyc, Claudio Tozzi, Ingris Speltri, Dimitrov Blaigov, Giovanni Bagnoli, Claudio Cretti e Luiz Paulo Baravelli – com quem trabalhou durante 3 anos.

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Exposição “A arte do povo brasileiro”

Pé Palito Antiquário & Arte e Galeria Pontes convidam para a exposição “A arte do povo brasileiro”
Abertura: 18 de setembro, quarta-feira, às 19 horas
Curadoria: Bené Fonteles e Edna Matosinho de Pontes
Local: Pé Palito Antiquário & Arte
SHIN CA 4 – Shopping Iguatemi, Loja 143 – Lago Norte
Brasília – DF
CEP: 71503-504
Entrada franca

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Só lembro que sonhei

Só lembro que sonhei
O cenário era a casa de meu psicanalista
Prédio antigo, elevador idem
Pé direito alto e decoração alternativa

Ar um tanto zen budista com quadros na parede
E móveis nem modernos, nem rústicos
O apartamento era pequeno, funcional
A cozinha era junto com a sala e a pia gasta pelo uso

Conversamos e ele me mostrou a caixa de areia
Onde, segundo ele, Jung fazia exercícios para relaxar
De um momento de melancolia e tristeza
A caixa era grande e metido dentro dela ele mostrava-me como usá-la

Ele me dizia que para se reequilibrar é necessário acariciar
A areia e formar desenhos com as mãos
Sentir a sua textura e deixar a areia escorrer por entre os dedos
Nunca brincar de construir castelos de areia!

Depois vi uma montanha no centro da sala que imaginei ser de areia
Ele disse para me virar e olhar de frente
Era uma estátua de cimento representando uma figura gorda
Apresentada numa posição como se estivesse meditando

Pareceu-me o Buda em sua posição clássica
Depois apareceu outra visita e tiveram que sair
Fiquei só e rumei ao elevador de serviço, mais moderno
Como esse não vinha, dirigi-me para o social

Abri a porta e não tinha nada a não ser um fosso
Voltei e esperei o outro elevador
Sai do prédio e dei num imenso calçadão
Como encontramos no litoral

No caminho do carro inicialmente fiquei perdido
Vi um mendigo e fugi de sua figura maltrapilha e suja
Encontrei logo em frente um homem e seu cachorro
Ele era feroz e atacava todo mundo que passava

Resolvi, então, enfrentar o cão
Me dirigi em direção a ele e segurei a sua boca
Imobilizei-a e golpeei a sua garganta
Ele fugiu gritando e eu segui caminho

Recompus-me daquele estado de falta de rumo
Virei a esquina onde encontrei meu carro esperando por mim
Entrei nele, dei partida e segui em frente
Voltei para casa dirigindo calmamente pelas ruas desta cidade

14/Set/2000.